Deputado que quebrou placa de Marielle é acusado de ter sido funcionário fantasma no Rio

A investigação ouviu dez servidores das secretarias onde o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ) deveria trabalhar, mas nenhum deles jamais o viu na Prefeitura de Mesquita, na Baixada Fluminense (RJ)

Rodrigo Amorim
Rodrigo Amorim (Foto: Octacílio Barbosa/ALERJ)
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247 - O deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ), que se notabilizou por ter quebrado a placa da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), assassinada em março de 2018, é alvo de uma ação judicial por suspeita de ter sido funcionário fantasma da Prefeitura de Mesquita, na Baixada Fluminense (RJ). A ação pede o bloqueio de R$ 82 mil do atual deputado, em decisão liminar (provisória). 

A investigação ouviu dez servidores das secretarias onde Amorim deveria trabalhar, mas nenhum deles jamais o viu por lá.

A Procuradoria Geral do município abriu uma ação de improbidade administrativa contra o parlamentar, eleito com a bandeira de combater a corrupção. 

De acordo com a acusação, Amorim passou pelas subsecretarias de Governo e de Planejamento, entre abril de 2014 e março de 2016, sem ter trabalhado por lá e recebendo R$ 82.105.

Leia a íntegra da nota de Rodrigo Amorim publicada no G1:

“Quanto às acusações forjadas e mais uma vez divulgadas pelo prefeito de Mesquita, o deputado estadual Rodrigo Amorim esclarece:

1- Em nenhum momento o deputado foi citado ou intimado para dar qualquer esclarecimento em sede de ação civil pública, investigação, apuração prévia e nem mesmo na sindicância, no âmbito administrativo junto à prefeitura. Aliás, por não ser servidor, não poderia ser alvo de sindicância da Prefeitura de Mesquita, embora não se recuse a prestar qualquer esclarecimento sobre o assunto em qualquer que seja o forum.

3- Em 2019 apresentamos notícia-crime na Polícia Civil em desfavor do sr. Jorge Miranda, por fraude: a suposta denúncia anônima que originou a acusação tinha graves indícios de manipulação – foi recebida em 30/11/2019 como denúncia número 01/2019, como se o ano inteiro não tivesse nenhuma outra denúncia. E em menos de duas horas a mesma já tinha sido despachada pela prefeitura e encaminhada à PGM, m tempo recorde.

4- A passagem do deputado pela Prefeitura de Mesquita envolveu dois cargos distintos na área de planejamento e na área de gestão pública. Atuou na gestão de projetos. Dentre diversas realizações, o deputado otimizou o funcionamento do Procon municipal, agilizou a atuação dos conselhos municipais e atualizou as agendas da prefeitura para obter recursos federais, há dois anos defasada. O deputado, quando em Mesquita, participou da criação das Padarias Populares. O trabalho foi efetivamente prestado. Prova disto é que seu vínculo com Mesquita o tornou o deputado mais votado do município em 2018.

5- Na semana passada o deputado publicou em suas redes que esta semana levaria ao conhecimento do Tribunal de Contas do Estado uma denúncia de improbidade administrativa em desfavor de Jorge Miranda, pelo gasto de R$ 6 milhões de dinheiro público para fins que nada têm a ver com a atual pandemia. Sempre que o deputado age contra Miranda, esta acusação caluniosa é reafirmada. Quando o sr. Jorge Miranda esteve na Alerj, o deputado o abordou questionando quanto às denúncias, mas ele covardemente não repetiu as acusações.

6- O deputado refuta as acusações, que considera caluniosas e com finalidade eleitoral, uma vez que ele é declaradamente adversário do atual prefeito.”

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