Dois terços de São Paulo querem mudança, diz Juliano Medeiros, presidente do PSOL

À TV 247, o presidente da legenda que concorre com Guilherme Boulos à prefeitura de SP ressaltou que o atual prefeito, Bruno Covas, teve apenas 32% dos votos no primeiro turno, o que prova que a maioria dos eleitores não está com ele. ‘A gente vai demonstrar na prática que o governo Boulos pode fazer muito mais’. Assista

Juliano Medeiros e Guilherme Boulos
Juliano Medeiros e Guilherme Boulos (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Divulgação)
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247 - O presidente do PSOL, Juliano Medeiros, disse em entrevista à TV 247 que a campanha do candidato do partido a prefeito de São Paulo, Guilherme Boulos, no primeiro turno foi “extraordinária” e afirmou que ele sai ainda mais fortalecido como liderança nacional da esquerda após o pleito. Em conversa sobre as estratégias de campanha de Boulos para o segundo turno, Medeiros ressaltou que o atual prefeito e candidato à reeleição pelo PSDB, Bruno Covas, recebeu apenas 32% dos votos no primeiro turno, o que mostra que aproximadamente 70% da população quer uma administração diferente.

“A campanha no primeiro turno foi uma coisa extraordinária. Nós conseguimos gerar realmente um movimento na cidade, uma parte do eleitorado progressista abraçou essa campanha de corpo e alma, então a gente está muito feliz, o Guilherme [Boulos] já era uma das grandes lideranças da esquerda brasileira e sai agora credenciado para ser prefeito de São Paulo e a partir disso construir uma rede de prefeituras, de governos estaduais de resistência e combate ao bolsonarismo no Brasil, inclusive ajudando a construir nossa unidade em 2022”, falou.

O presidente da legenda também disse que a chapa de Boulos e Luiza Erundina conta, além dos votos progressistas, com votos “anti-tucanato”, ou seja, contrários ao PSDB de Covas e do governador de São Paulo, João Doria. “Estamos concentrando o voto progressista da cidade e ampliando esse voto progressista para um voto ‘anti-tucanato’. Acho que o eleitor progressista em São Paulo não chega hoje a 40%, então se você tem 40% nas pesquisas é porque tem uma parte dos eleitores com a gente que não querem votar no Doria. O Guilherme [Boulos] tem dito uma coisa que eu acho correta: 70% dos eleitores da capital votaram pela mudança. O Bruno teve 32%, o restante todo votou em candidatos de oposição, anulou seu voto ou votou branco. Então dois terços do voto do eleitor paulistano não foi no prefeito. Ele goza de uma rejeição grande, fez um governo que não tem marca nenhuma, é um governo pouco popular, no sentido de não ter grandes legados, portanto, é possível para a gente demonstrar na prática que o governo do Guilherme Boulos pode fazer muito mais. Como nós vamos fazer isso? Demonstrando que nós somos a candidatura dos setores populares”.

Sobre o rendimento do partido como um todo no primeiro turno da eleição de 2020, Medeiros se disse contente, a não ser pelas derrotas importantes que a legenda sofreu em alguns municípios. “Nós estamos muito satisfeitos com o resultado do PSOL. Claro que todo dirigente partidário, como eu, se ressente de algumas derrotas que são muito simbólicas, como por exemplo a de Florianópolis, onde o PSOL liderava uma frente com todos os partidos de esquerda e centro-esquerda, Belo Horizonte, onde a campanha da Áurea Carolina foi muito bonita, entusiasmou a esquerda na cidade, mas o Kalil venceu no primeiro turno. Então claro que há algumas derrotas que nos fazem sentir tristes, mas o PSOL teve um crescimento extraordinário, nós aumentamos 35% nossa bancada de vereadores no País e dobramos nosso número de prefeitos”.

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