Doria diz que pandemia está em seu pior momento e estende quarentena até 31 de maio

João Doria anunciou nesta sexta que irá estender a quarentena até o dia 31 de maio em São Paulo. Em apenas um mês, as mortes aumentaram 770% na região metropolitana. "“Estamos todos atravessando o pior momento desta pandemia. Só não veem aqueles que estão cegos pelo ódio ou pela ambição pessoal”

Governador do Estado de São Paulo, João Doria, durante coletiva de imprensa sobre o coronavírus
Governador do Estado de São Paulo, João Doria, durante coletiva de imprensa sobre o coronavírus (Foto: Sergio Andrade/GOVSP)
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247 - O governador do Estado de São Paulo, João Doria, anunciou nesta sexta-feira (8) que irá estender a quarentena até o dia 31 de maio, por conta do aumento de número dramático de casos de covid19 no Estado. 

O governador disse que, em apenas um mês as mortes aumentaram 770% na região metropolitana. Jà são  3.206 mortes pela doença no Estado em até quarta-feira a taxa de isolamento social estava em 47% percentual abaixo do ideal para diminuir a velocidade de contágio. Nesta sexta, o percentual de leitos de UTI ocupados na rede pública atingiu 90%.

O governo buscava entre 50% e 60% de índice de isolamento social para iniciar a flexibilização da quarentena, mesmo com as indicação das autoridades de saúde de que a taxa ideal seria de 70%. O estado nunca chegou ao valor ideal, sendo as maiores taxas de 59% sendo registradas apenas em domingos.

Nas últimas 24 horas, dez novas cidades do estado registraram casos de coronavírus. A propagação cresce quatro vezes mais rapidamente nas cidades do interior e do litoral do que na Grande São Paulo, segundo dados do governo.

“A quarentena está salvando vidas, pessoas que poderiam  ter morrido estão salvas porque se protegeram, através do isolamento social”, diz ele. 

Doria informa que um estudo da USP indica que 51 vidas estão sendo salvas, todos os dias, por conta do isolamento social. “Até dia 31 de maio estaremos poupando mais de 3 mil vidas”, avalia.  

“Estamos enfrentando o pior momento da pandemia, quem não vê está cego ou pautando apenas projetos pessoais políticos”, em um claro recado a Bolsonaro e sua defesa pela quebra do isolamento social. 

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