Eike Batista volta a negociar delação premiada com PGR

De acordo com o Ministério Público Federal, no total, Eike movimentou mais de R$ 800 milhões entre 2010 e 2013 em transações com indícios de manipulação do mercado de ações

247 - O empresário Eike Batista voltou a negociar delação, menos de um ano depois de ter sua proposta de colaboração premiada ser rejeitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O depoimento foca parlamentares com foro e não inclui, até o momento, autoridades do judiciário. A informação é da coluna de Bela Megale. Batista pretende fechar um acordo que não o obrigue a voltar para a cadeia. Ele foi preso duas vezes e está livre desde agosto, quando teve a prisão revogada pelo TRF-2. De acordo com o Ministério Público Federal, no total, Eike movimentou mais de R$ 800 milhões entre 2010 e 2013 em transações com indícios de manipulação do mercado de ações.

O órgão havia apontado, no ano passado, que Eike usou a empresa The Adviser Investments (TAI), offshore de Plass no Panamá, para inflar artificialmente os valores de empresas e aumentar sua margem de lucro.

O empresário teria uma conta fantasma para transferir e receber dinheiro de uma conta dele no TAG Bank/Panamá, denominada "Golden Rock Foundation". A conta aberta supostamente em nome de alguém que não existe teria sido aberta junto à empresa The Adviser Investments, controlada por Plasspara.

Em suas tratativas com o Judiciário, Eike estava prestes fechar um acordo com o Ministério Público Federal do Rio sem envolver nomes com foro privilegiado, porém suspendeu as tratativas para procurar a PGR.

A primeira vez que ele tentou delação com a PGR foi sob a gestão de Raquel Dodge. Atualmente, ele negocia com a equipe de Augusto Aras, que assumiu a PGR em setembro. Participantes da tratativa acreditam que ela pode ser fechada nos próximos meses.

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