Em crise, Pedro Ernesto suspende cirurgias

Todas as cirurgias que não são de emergência foram suspensas, nessa segunda-feira (20, no Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), em Vila Isabel, que é ligado à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UeRJ); de acordo com o diretor do hospital, Edmar Alves dos Santos, no mês de maio o governo estadual repassou apenas R$ 4 milhões dos R$ 7 milhões previstos para o custeio o hospital; a direção não pôde pagar as contas; segundo ele, tem gente sem dinheiro até para pagar o transporte de casa ao trabalho

Todas as cirurgias que não são de emergência foram suspensas, nessa segunda-feira (20, no Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), em Vila Isabel, que é ligado à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UeRJ); de acordo com o diretor do hospital, Edmar Alves dos Santos, no mês de maio o governo estadual repassou apenas R$ 4 milhões dos R$ 7 milhões previstos para o custeio o hospital; a direção não pôde pagar as contas; segundo ele, tem gente sem dinheiro até para pagar o transporte de casa ao trabalho
Todas as cirurgias que não são de emergência foram suspensas, nessa segunda-feira (20, no Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), em Vila Isabel, que é ligado à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UeRJ); de acordo com o diretor do hospital, Edmar Alves dos Santos, no mês de maio o governo estadual repassou apenas R$ 4 milhões dos R$ 7 milhões previstos para o custeio o hospital; a direção não pôde pagar as contas; segundo ele, tem gente sem dinheiro até para pagar o transporte de casa ao trabalho (Foto: Leonardo Lucena)

Rio 247 - Todas as cirurgias que não são de emergência foram suspensas, nessa segunda-feira (20, no Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), em Vila Isabel, que é ligado à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UeRJ). De acordo com o diretor do hospital, Edmar Alves dos Santos, no mês de maio o governo estadual repassou apenas R$ 4 milhões dos R$ 7 milhões previstos para o custeio o hospital. A direção não pôde pagar as contas.

"Os funcionários quiseram marcar um posicionamento hoje (ontem), por causa da falta de repasse de verbas para o hospital e do fato de apenas parte do salário ter sido depositada. Entendemos que, do ponto de vista ético, era melhor não marcar nenhuma cirurgia. Então, ninguém foi prejudicado, porque as cirurgias foram remarcadas para a partir de terça-feira", disse ele ao jorna O Globo.

Algumas empresas que prestam serviços de manutenção, de transporte e de operação dos elevadores não receberam seu pagamento. O dirigente informou que a paralisação desses serviços poderia comprometer seriamente o funcionamento do hospital, que já reduziu o número de leitos de 500 para menos 300 por causa da falta de recursos.

Por conta de atrasos e parcelamentos de salários, muitos servidores estão com dívidas. Há quem esteja sem dinheiro até para pagar o transporte até o trabalho. Segundo ele, "somos nós que atendemos casos de alta complexidade de todos os municípios do interior, na retaguarda das UPAs. Este ano, mesmo com toda a crise, fizemos mais de 20 transplantes".

"Atendemos várias crianças com leucemia encaminhas pelas UPAs. Nos preocupa muito que esta situação perdure. Quando a gente fala de R$ 7 milhões, não são para o hospital, são para que o hospital possa ajudar a rede toda a funcionar", acrescentou. 

A Secretaria Estadual de Fazenda informou que, no mês de abril, foram repassados R$ 7 milhões ao Hupe e, em 10 de junho, R$ 4 milhões referentes a maio.



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