Garis entram em confronto com a PM durante protesto

O conflito começou depois que a passeata foi barrada pelos policiais, que passaram a usar bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes; os garis ameaçam entrar em greve por melhores condições de trabalho, reajuste salarial, vale-refeição e pagamento de horas extras; todos os policiais que participam da operação estão sem identificação e o major Brum, responsável pela ação, não justificou a medida

O conflito começou depois que a passeata foi barrada pelos policiais, que passaram a usar bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes; os garis ameaçam entrar em greve por melhores condições de trabalho, reajuste salarial, vale-refeição e pagamento de horas extras; todos os policiais que participam da operação estão sem identificação e o major Brum, responsável pela ação, não justificou a medida
O conflito começou depois que a passeata foi barrada pelos policiais, que passaram a usar bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes; os garis ameaçam entrar em greve por melhores condições de trabalho, reajuste salarial, vale-refeição e pagamento de horas extras; todos os policiais que participam da operação estão sem identificação e o major Brum, responsável pela ação, não justificou a medida (Foto: Aquiles Lins)
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Isabela Vieira, Agência Brasil - Um grupo com centenas de garis que fazia caminhada em direção ao Sambódromo acaba de entrar em confronto com a Tropa de Choque da Política Militar na Avenida Presidente Vargas, a poucos metros da sede da prefeitura. O conflito começou depois que a passeata foi barrada pelos policiais. Logo depois de uma breve negociação, quando a caminhada foi reiniciada, os policiais passaram a usar bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

Os garis ameaçam entrar em greve por melhores condições de trabalho, reajuste salarial, vale-refeição e pagamento de horas extras. Todos os policiais que participam da operação estão sem identificação e o major Brum, responsável pela ação, não justificou a medida.

A manifestação partiu da sede do Sindicato de Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro, que chegou a decretar uma greve de um dia na noite de ontem (28). Hoje, estava prevista uma nova assembleia ao meio-dia para discutir uma possível contraproposta da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), mas os dirigentes não compareceram.

Um dos organizadores do protesto, Bruno Lima, que é gari, disse que a categoria está há três anos insatisfeita com as condições de trabalho e avalia que o carnaval é o momento ideal para mostrar a importância da categoria para a cidade. " A gente não aguenta mais. São salários muito baixos, de cerca de R$ 900, o tíquete está defasado e as condições do trabalho são péssimas. Falta funcionário, a Comlurb virou cabideiro politico e quem trabalha de forma operacional, não tem valor", disse.

Em nota divulgada mais cedo à imprensa, o vice-presidente do sindicato, Antonio Carlos da Silva, que informou sobre a paralisação, ontem, voltou atrás e explicou que a categoria não estava em greve. As ruas da capital fluminense amanheceram cobertas de lixo esta manhã. A Lapa, tradicional bairro boêmio, permaneceu suja até as 9h, quando alguns garis apareceram para retirar o lixo que ficou das festas de carnaval de ontem.

O sindicato reafirmou que se mantém negociando. Também em nota, a prefeitura do Rio, por meio da Comlurb, reiterou a informação de que “não existe greve de garis na cidade”. A companhia comunicou que se mantém em negociação com o sindicato da categoria, “como faz todos os anos no período do acordo coletivo”.

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