Homofobia do tráfico, diz Nascimento sobre Guinha

Coordenador do programa Rio sem Homofobia cita denúncias recebidas por meio do Disque Cidadania LGBT (0800-0234-557) e pede mais colaborações; ativista LGBT e idealizador da Parada Gay do Complexo do Alemão, João Moura (o Guinha) foi assassinado a tiros na Rua 2; corpo foi enterrado na tarde do domingo no cemitério de Inhaúma, no subúrbio do Rio; ex-garoto de programa e ex-travesti, Guinha foi personagem do documentário "Favela Gay", de Cacá Diegues e Renata Almeida Magalhães

Coordenador do programa Rio sem Homofobia cita denúncias recebidas por meio do Disque Cidadania LGBT (0800-0234-557) e pede mais colaborações; ativista LGBT e idealizador da Parada Gay do Complexo do Alemão, João Moura (o Guinha) foi assassinado a tiros na Rua 2; corpo foi enterrado na tarde do domingo no cemitério de Inhaúma, no subúrbio do Rio; ex-garoto de programa e ex-travesti, Guinha foi personagem do documentário "Favela Gay", de Cacá Diegues e Renata Almeida Magalhães
Coordenador do programa Rio sem Homofobia cita denúncias recebidas por meio do Disque Cidadania LGBT (0800-0234-557) e pede mais colaborações; ativista LGBT e idealizador da Parada Gay do Complexo do Alemão, João Moura (o Guinha) foi assassinado a tiros na Rua 2; corpo foi enterrado na tarde do domingo no cemitério de Inhaúma, no subúrbio do Rio; ex-garoto de programa e ex-travesti, Guinha foi personagem do documentário "Favela Gay", de Cacá Diegues e Renata Almeida Magalhães (Foto: Realle Palazzo-Martini)
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247 - O ativista Carlos nascimento, coordenador do programa Rio sem Homofobia, da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, atribui a morte de Luiz Moura, mais conhecido como Guinha, à homofobia de líderes do tráfico de drogas no Complexo do Alemão.O líder comunitário assassinado era fundador do movimento LGBT da comunidade e organizava a Parada Gay local. Em setembro, o ato reuniu mais de duas mil pessoas.

Nascimento relata que a secretaria recebeu denúncias atribuindo a morte de Guinha a represálias do tráfico de drogas e a religiosos fundamentalistas da comunidade, que não teriam aprovado a realização da Parada Gay do Complexo do Alemão. O órgão mantém um Disque Cidadania LGBT e orient as pessoas que tiverem mais informações sobre o crime a fazer denúncia pelo telefone 0800-0234-557.

 “Já recebemos denúncias de que a razão do crime está relacionada à homofobia, estimulada pela intolerância de religiosos radicais. Alguns criminosos e religiosos fundamentalistas não concordavam com a realização da Parada Gay, que Guinha realizava mesmo sem a ‘pseudo-autorização’ que esses setores queriam impor ao movimento LGBT. Ele era um militante dos direitos humanos e participava das ações de cidadania promovidas pela UPP local, o que pode ter contribuído para aumentar a irritação do tráfico. Já encaminhamos essas denúncias para a secretaria estadual de Segurança, para o governador e para as chefias das polícias, para auxiliar nas investigações”, disse Nascimento ao jornal O Globo.

Segundo a polícia, os disparos foram efetuados de dentro de um carro que passou pela rua e fugiu. A Divisão de Homicídios (DH) investiga o caso, já realizou uma perícia no local e as testemunhas estão sendo ouvidas. Ex-garoto de programa e ex-travesti, Guinha foi personagem do documentário "Favela Gay", de Cacá Diegues e Renata Almeida Magalhães. Ele era presidente da Associação de Moradores do Conjunto das Casinhas, no Alemão.

 

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