Intervenção que o Rio precisa chama-se eleições gerais, diz Sakamoto

“Ninguém nega que o Rio vive uma profunda crise. Mas retirar o comando civil em um contexto como esse é uma decisão equivocada”, diz o colunista do UOL, Leonardo Sakamoto; de acordo com Sakamoto, “é difícil imaginar que uma crise cuja solução demanda confiança seja resolvida por Temer; segundo o colunista, a única intervenção possível no Rio de Janeiro são eleições gerais para governador e deputados estaduais

Jornalista Leonardo Sakamoto e Michel Temer
Jornalista Leonardo Sakamoto e Michel Temer (Foto: Charles Nisz)

Rio 247 - O colunista do UOL, Leonardo Sakamoto, comenta a intervenção federal no Rio de Janeiro, decretada por Michel Temer. “Ninguém nega que o Rio vive uma profunda crise. Mas retirar o comando civil em um contexto como esse é uma decisão equivocada”, diz Sakamoto.

Para Sakamoto, Pezão admitiu o que todos sabiam: ele é incapaz de garantir a integridade dos moradores da cidade. “Os dois personagens dessa intervenção não têm legitimidade: Temer é reprovado por 70% e Pezão, por 81% dos fluminenses”.

De acordo com o colunista, “é difícil imaginar que uma crise cuja solução demanda confiança seja resolvida por Temer: quem acredita que as polícias vão obedecer ao governo federal, na figura do representante do Exército?”

Para Sakamoto, há outro ponto preocupante: “se um militar matar um civil durante uma operação em uma comunidade pobre é julgado pela Justiça Militar e não mais pelo Tribunal do Júri, como o resto de nós. Isso tem orelha, rabo e pata de impunidade”.

Segundo o colunista, a única intervenção possível no Rio de Janeiro são eleições gerais para governador e deputados estaduais. “Com muito debate público para que seja apresentado um projeto para o Estado sair da lama, o respeito entre as instituições, retomado e a esperança, reconstruída”, conclui Sakamoto.

Confira a íntegra da coluna aqui:

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