Justiça de Minas manda soltar assessor e ex-assessores de ministro do Turismo

O assessor especial e dois ex-auxiliares do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, estavam em prisão temporária desde a última quinta-feira, no âmbito da investigação da Polícia Federal sobre candidaturas laranjas do PSL mineiro

Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio
Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (Foto: Marcos Corrêa/PR)

247 - O juiz Renan Chaves Machado, da 26ª zona eleitoral de Minas Gerais, determinou a soltura de três assessores do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, no caso envolvendo candidaturas laranjas do PSL mineiro.

Estavam presos desde a última quinta-feira 27, em prisão temporária - com prazo de cinco dias - Marcelo Von Rondon, assessor especial de Álvaro Antônio, Roberto Soares e Haissander de Paula, ex-assessores e que coordenaram a campanha do político.

Uma das candidatas que prestaram depoimento à Justiça Eleitoral no âmbito das apurações do esquema de candidaturas laranjas do PSL nas últimas eleições afirmou ter sido ameaçada com o uso de arma de fogo por um homem de confiança do  ministro do Turismo para devolver o recurso referente ao seu financiamento de campanha.

De acordo com o depoimento de Clauzenir Barbosa Pereira, que disputou o cargo de deputada estadual em Minas Gerais, mas não foi eleita, o ex-assessor do ministro na Câmara Haissander Souza de Paula a teria ameaçado "colocando uma arma de fogo sobre a mesa" durante uma reunião como forma de intimidá-la ao "insistir na devolução de verbas".  

A primeira fase da investigação sobre o laranjal do PSL levou à queda do então ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gustavo Bebbiano, que em 2018 ocupou a presidência nacional do partido. O presidente Jair Bolsonaro já admitiu que as investigações em torno do ministro do Turismo desgastam ao governo, mas que esperaria a conclusão das apurações para decidir se Marcelo Álvaro permanece ou não no cargo. 

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