Justiça do Rio suspende licitação vencida por Cedraz

Juíza Karla Velloso questionou a licitação para operação do teleférico do Complexo do Alemão (zona norte) vencida pelo advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Aroldo Cedraz; enquanto o consórcio Rio Teleféricos ofereceu R$ 2,7 milhões por mês para administrar o serviço por três anos, a concorrente MPE Engenharia apresentou valor menor, com uma diferença de R$ 2 milhões ao fim do contrato

Juíza Karla Velloso questionou a licitação para operação do teleférico do Complexo do Alemão (zona norte) vencida pelo advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Aroldo Cedraz; enquanto o consórcio Rio Teleféricos ofereceu R$ 2,7 milhões por mês para administrar o serviço por três anos, a concorrente MPE Engenharia apresentou valor menor, com uma diferença de R$ 2 milhões ao fim do contrato
Juíza Karla Velloso questionou a licitação para operação do teleférico do Complexo do Alemão (zona norte) vencida pelo advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Aroldo Cedraz; enquanto o consórcio Rio Teleféricos ofereceu R$ 2,7 milhões por mês para administrar o serviço por três anos, a concorrente MPE Engenharia apresentou valor menor, com uma diferença de R$ 2 milhões ao fim do contrato (Foto: Roberta Namour)
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247 - A Justiça do Rio suspendeu nesta quinta-feira (7) a licitação para operação do teleférico do Complexo do Alemão (zona norte) vencida por uma empresa do advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Aroldo Cedraz.

Enquanto o consórcio Rio Teleféricos, formado por duas empresas de Tiago Cedraz —Providência Teleféricos e Hanover Administração de Bens—, ofereceu R$ 2,7 milhões por mês para administrar o serviço por três anos, a concorrente MPE Engenharia apresentou valor menor, com uma diferença de R$ 2 milhões ao fim do contrato.

A juíza Karla Velloso afirma que a desclassificação da concorrente derrotada não consta de forma clara no edital de licitação.

"Considerando que o certame já foi homologado e que o contrato para a execução dos serviços pode ser assinado a qualquer momento, faz-se necessário o deferimento da liminar pretendida, a fim de evitar o risco de dano irreparável tanto para a impetrante, quanto para o próprio poder público, uma vez que, no quesito menor preço, a proposta da impetrante é mais vantajosa para a administração pública, conforme reconhecido na decisão que a desclassificou", diz a decisão.

Tiago Cedraz é investigado por suspeita de receber propina de Ricardo Pessoa, da UTC, para influenciar em processos no órgão presidido por seu pai.

Leia aqui reportagem de Italo Nogueira sobre o assunto.

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