Justiça procura Cachoeira em hotel após notícia de saída sem autorização

O desembargador federal Abel Gomes, relator dos pedidos de habeas corpus apresentados por cinco réus envolvidos na Operação Saqueador, da Polícia Federal, determinou nesta quarta (20) que um oficial de justiça verifique o cumprimento da prisão domiciliar pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhas Cachoeira, em um hotel localizado na Avenida Atlântica, zona sul do Rio de Janeiro; a medida foi tomada após o magistrado ter recebido notícia de que o réu teria deixado o local na tarde de sábado (16), sem autorização judicial

O desembargador federal Abel Gomes, relator dos pedidos de habeas corpus apresentados por cinco réus envolvidos na Operação Saqueador, da Polícia Federal, determinou nesta quarta (20) que um oficial de justiça verifique o cumprimento da prisão domiciliar pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhas Cachoeira, em um hotel localizado na Avenida Atlântica, zona sul do Rio de Janeiro; a medida foi tomada após o magistrado ter recebido notícia de que o réu teria deixado o local na tarde de sábado (16), sem autorização judicial
O desembargador federal Abel Gomes, relator dos pedidos de habeas corpus apresentados por cinco réus envolvidos na Operação Saqueador, da Polícia Federal, determinou nesta quarta (20) que um oficial de justiça verifique o cumprimento da prisão domiciliar pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhas Cachoeira, em um hotel localizado na Avenida Atlântica, zona sul do Rio de Janeiro; a medida foi tomada após o magistrado ter recebido notícia de que o réu teria deixado o local na tarde de sábado (16), sem autorização judicial (Foto: Valter Lima)

Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil

O desembargador federal Abel Gomes, relator dos pedidos de habeas corpus apresentados por cinco réus envolvidos na Operação Saqueador, da Polícia Federal, determinou hoje (20) que um oficial de justiça verifique o cumprimento da prisão domiciliar pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhas Cachoeira, em um hotel localizado na Avenida Atlântica, zona sul do Rio de Janeiro.

A medida foi tomada após o magistrado ter recebido notícia de que o réu teria deixado o local na tarde de sábado (16), sem autorização judicial. Cachoeira havia assinado termo de compromisso com a Justiça Federal, informando o endereço do hotel onde deveria permanecer em prisão domiciliar.

Abel Gomes determinou que o oficial de justiça apure se o réu "tem saído do local e para onde tem se dirigido, colhendo a assinatura do mesmo no mandado de constatação, registrando-se a hora em que isso se deu, assim como tudo o mais que entender cabível para o esclarecimento do fato constante da decisão".

O relator expediu ofício para que a Superintendência da Polícia Federal preste informações nos autos. Na decisão, Gomes destacou que a prisão domiciliar fora concedida com a condição de que o réu permanecesse em recolhimento domiciliar permanente, no endereço indicado no termo de compromisso, até que demonstrasse ocupação lícita, quando passaria a ter direito ao recolhimento apenas no período noturno e nos dias de folga: "ora, o descumprimento das condições validamente fixadas (...) tem repercussão na revogação das medidas cautelares alternativas à de prisão preventiva".

O empresário Carlinhos Cachoeira foi preso no dia 30 de junho durante a deflagração da Operação Saqueador. Além dele, foram presos o empresário Adir Assad e Marcelo Abbud, donos de empresas consideradas fantasmas pelos MPF, e o ex-diretor da Delta no Centro-Oeste e Distrito Federal Cláudio Abreu. O dono da Delta, Fernando Cavendish, estava no exterior e foi preso quando chegou ao Rio, em 2 de julho. Eles são acusados de ter liderado um esquema de lavagem de dinheiro público e corrupção reponsável pela tranferência de verbas federais para obras no valor de mais de R$ 370 milhões para o pagamento de propina a agentes públicos.

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