Livre, Preta Ferreira afirma: "Fui presa injustamente e vamos provar"

"Agora vamos trabalhar para provar a minha inocência e a dos demais. A gente precisa de moradia. Ninguém ocupa porque quer, mas porque tem necessidade", enfatizou Preta ao deixar a prisão após 109 de detenção injusta. "Eu nunca roubei. Eu nunca matei. Eu nunca precisei fazer nada para ser presa. Fui colocada aqui injustamente e vamos provar isso", completou

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247 - "Eu tô livre! Eu sou inocente!". Esse foi o grito de indignação e resistência de Preta Ferreira, como é conhecida Janice Ferreira da Silva, após mais de 100 dias presa sem provas. O Tribunal de Justiça de São Paulo  concedeu habeas corpus nesta quinta-feira (10).

"Agora vamos trabalhar para provar a minha inocência e a dos demais. A gente precisa de moradia. Ninguém ocupa porque quer, mas porque tem necessidade", enfatizou Preta, que emocionada acrescentou: "Eu nunca roubei. Eu nunca matei. Eu nunca precisei fazer nada para ser presa. Fui colocada aqui injustamente e vamos provar isso".

"A minha bandeira é essa", disse ela empunhando a bandeira do MTST (Movimento Sem-Teto do Centro). Preta é uma das lideranças do movimento por moradia em São Paulo que foi detida em 24 de junho último com base em acusações sem provas e num processo cheio de fragilidades que evidenciaram a tentativa de criminalizar a ação dos movimentos.



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