Médicos aprovam cabine de desinfecção no Rio, mas reforçam necessidade de cuidado tradicional

Trata-se de um pequeno túnel amarelo com um sensor de presença que aciona borrifadores em seu interior e libera uma substância desinfetante, para ajudar no combate do coronavírus

Equipamento para a desinfecção dos profissionais de saúde e funcionários que trabalharão no Riocentro
Equipamento para a desinfecção dos profissionais de saúde e funcionários que trabalharão no Riocentro (Foto: Marcelo Piu/Prefeitura RJ)
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247 - Especialistas aprovam a adoção de um pequeno túnel amarelo com um sensor de presença que aciona borrifadores em seu interior e libera uma substância desinfetante batizada de Atomic 70. O objetivo é ajudar no combate ao coronavírus. Antônio Flores, infectologista do ambulatório de doenças infecciosas da Secretaria de Saúde de Porto Alegre, diz que o produto é seguro e usado inclusive na descontaminação da água. 

“O questionamento é se essa intervenção é efetiva o suficiente para valer o custo, já que temos outras medidas (eficazes) como higienização das mãos e uso de máscaras. Mas é mais uma tentativa do poder público de tentar reduzir o contágio pelo coronavírus”, diz o especialista. As entrevistas foram concedidas ao jornal O Estado de S.Paulo.

Fabricante do produto validado pela Anvisa, a Dioxide Indústria Química, de Indaiatuba, no interior de São Paulo, descreve-o como um desinfetante de alto nível com ação antimicrobiana - o princípio ativo é o dióxido de cloro (CLO2), destinado principalmente à área de saúde.

“Muito mais importante que isso é distribuir máscaras e álcool gel nos transportes públicos. É uma ação de marketing para conscientizar as pessoas de que há um problema de saúde pública, o que é válido, mas não sei se será efetivo”, diz Edmilson Migowski, professor de Infectologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 

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