MP questiona gestão Covas por pagar acima do valor médio para realização de exposição, deixando de aparatar sistema de saúde

R$250 mil foram gastos, sendo que a média paga por eventos do tipo é R$ 25 mil. A promotora Ana Paula Anderlini destacou a necessidade de se combater a pandemia, e não gastar indevidamente em um momento de falta de recursos

Bruno Covas
Bruno Covas (Foto: Leon Rodrigues/SECOM)
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247 - O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) questionou a gestão de Bruno Covas (PSDB) por arcar com custos acima do valor médio para a realização de uma exposição de arte de rua, deixando assim de aparatar o sistema de saúde público da cidade e combater a pandemia. 

A ação, movida pelo vereador Rubinho Nunes (Patriotas), trata da exposição "Os Tupys - Festival de Natal 2020", que ocorreu entre os dias 12 e 27 de dezembro, na Praça Antônio Prado, no centro. "Os Tupys" são um grupo pioneiro da cena de arte de rua brasileira. 

R$250 mil foram gastos. Além disso, o vereador aponta que o evento causou aglomeração, o que "é um descaso com os cidadãos paulistanos que estão sofrendo com a pandemia do coronavírus", disse à Justiça. 

As informações são da coluna de Rogério Gentile, no Uol.

O MP revela ainda que a contratação se deu em "valor vultoso", superior "ao valor médio de R$ 25 mil pagos pela prefeitura em outros trabalhos artísticos no decorrer da pandemia", embora reconheça a "expertise" do grupo, "conhecido por seu trabalho artístico no ramo de arte urbana, grafites, ilustrando, inclusive, capas de álbuns, desde a década de 80".

A promotora Ana Paula Anderlini destacou a necessidade de se combater a pandemia, e não gastar indevidamente em um momento de falta de recursos: "(A prefeitura) não poderia arcar dada a notória necessidade de verbas para aparatar o sistema de saúde pública, adquirir vacinas e insumos, e combater a pandemia", concluiu.

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