'Nunca fomos ameaçados por bandidos, mas sempre pela polícia'

Ainda tomado pelo dor, José Maria, pai de Eduardo de Jesus, de 10 anos, morto no Complexo do Alemão, desembarcou no Piauí nesta noite e mais uma vez desabafou sobre a ação cotidiana da Polícia Militar diante dos moradores das favelas; "A polícia foi truculenta, sempre agiu de forma truculenta no Alemão. Nunca fomos ameaçados por bandidos, mas sempre pela polícia. São soldados destreinados, saem atirando em quem estiver pela frente, sem perguntar. Tanto tempo na vida vivendo em um lugar perigoso assim, nos conforta chegar em nossa terra", disse José Maria

Ainda tomado pelo dor, José Maria, pai de Eduardo de Jesus, de 10 anos, morto no Complexo do Alemão, desembarcou no Piauí nesta noite e mais uma vez desabafou sobre a ação cotidiana da Polícia Militar diante dos moradores das favelas; "A polícia foi truculenta, sempre agiu de forma truculenta no Alemão. Nunca fomos ameaçados por bandidos, mas sempre pela polícia. São soldados destreinados, saem atirando em quem estiver pela frente, sem perguntar. Tanto tempo na vida vivendo em um lugar perigoso assim, nos conforta chegar em nossa terra", disse José Maria
Ainda tomado pelo dor, José Maria, pai de Eduardo de Jesus, de 10 anos, morto no Complexo do Alemão, desembarcou no Piauí nesta noite e mais uma vez desabafou sobre a ação cotidiana da Polícia Militar diante dos moradores das favelas; "A polícia foi truculenta, sempre agiu de forma truculenta no Alemão. Nunca fomos ameaçados por bandidos, mas sempre pela polícia. São soldados destreinados, saem atirando em quem estiver pela frente, sem perguntar. Tanto tempo na vida vivendo em um lugar perigoso assim, nos conforta chegar em nossa terra", disse José Maria (Foto: Romulo Faro)
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Rio 247 - Ainda tomado pelo dor, José Maria, pai de Eduardo de Jesus, de 10 anos, morto no Complexo do Alemão, desembarcou no Piauí nesta noite e mais uma vez desabafou sobre a ação cotidiana da Polícia Militar diante dos moradores das favelas no Rio de Janeiro. 

"A polícia foi truculenta, sempre agiu de forma truculenta no Alemão. Nunca fomos ameaçados por bandidos, mas sempre pela polícia. São soldados destreinados, saem atirando em quem estiver pela frente, sem perguntar. Tanto tempo na vida vivendo em um lugar perigoso assim, nos conforta chegar em nossa terra", disse José Maria.

Pai, mãe e duas irmãs do menino desembarcaram no Aeroporto Petrônio Portela, em Teresina, no início da noite para o sepultamento que acontecerá na cidade de Corrente, distante 874 km da capital. O corpo de Eduardo de Jesus chegará em outra aeronave na madrugada desta segunda-feira (6).

Mãe do garoto, Terezinha de Jesus Ferreira, também fez mais críticas duras à polícia. "Antes de implantar a UPP na comunidade, nós vivíamos em paz, mas depois que a polícia chegou no morro, vivíamos sendo ameaçados. Foram 16 anos vivendo no Alemão e não sei explicar por quanto tempo ainda vivi ali. Tem muita gente querendo deixar aquele lugar, mas sem condições ficam sem poder. A polícia me tirou um bem valiosíssimo".

O governo do Piauí disponibilizou um avião para fazer o traslado do corpo e dos familiares até a cidade de Corrente. O governador Wellington Dias (PT) esteve no aeroporto momentos antes do desembarque.

"A gente vê um acontecimento desse com muita tristeza, especialmente quando nos colocamos no lugar de um pai, uma mãe, de familiares que perdem um garoto na idade dele (Eduardo), com 10 anos. Vamos dar todo apoio à família. Infelizmente não temos como reparar uma dor como essa", disse o governador em entrevista ao portal G1.

Despesas com hotel também foram custeadas pelo governo. Uma assistente social acompanhou a família em Teresina. O sepultamento do garoto deve acontecer ainda na segunda-feira no Cemitério Municipal.

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