Patrus Ananias: ‘Semiaberto a Lula é outra medida com a marca da suspeição’

Deputado Patrus Ananias (PT-MG) diz que objetivo da prisão do ex-presidente Lula era tira-lo da disputa eleitoral de 2018, mas o transformaram em preso político. "O processo no mínimo equivocado o transformou em preso político. Achavam que Lula ia cair no esquecimento, mas sua interlocução nacional e internacional continuou”

Nome de Patrus Ananias ganha força para disputar 2ª vaga ao Senado por MG
Nome de Patrus Ananias ganha força para disputar 2ª vaga ao Senado por MG (Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil)
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Rede Brasil Atual - O pedido dos procuradores da Lava Jato à Justiça, para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passe a cumprir pena em regime semiaberto, carrega “a marca da suspeição”. A mesma suspeição que marcou todo o processo que levou à condenação em segunda instância do ex-presidente no caso do tríplex do Guarujá, pela qual está preso na superintendência da Polícia Federal no Paraná desde 7 de abril de 2018. A avaliação é do deputado federal Patrus Ananias (PT-MG).

“Um processo abusivo, com pressa e desatenção a princípios constitucionais, sem fatos e sem provas, baseado em delações apesar dos interesses e ideologias das pessoas envolvidas, como juiz e promotores, que também têm sua visão de mundo, e não em razões jurídicas, fizeram de Lula um preso político”, destacou o parlamentar, que foi professor de direito processual por mais de 30 anos.

Ele lembrou que a divulgação de conversas entregues ao jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept Brasil – a Vaza Jato –, que tem afetado inclusive ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), levou a corte a reagir, trazendo efeitos também sobre os procuradores da Lava Jato, a operação como um todo e o ex-juiz e atual ministro da Justiça Sergio Moro.

Segundo o ministro Gilmar Mendes, até novembro o STF deverá retomar o julgamento da suspeição de Moro, pedida pelos advogados de Lula. Em dezembro, o ministro e relator Luiz Edson Fachin, e a ministra Cármen Lúcia, votaram contra o pedido.

“É cada vez mais evidente que o ex-presidente foi vítima de um processo para tirá-lo da disputa política em 2018, quando era favorito à Presidência da República. E também para atirá-lo no esquecimento. Mas agora não sabem o que fazer com Lula. O processo no mínimo equivocado o transformou em preso político. Achavam que Lula ia cair no esquecimento, mas sua interlocução nacional e internacional continuou”.

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