PM preso no caso Marielle e ex-vereador do Rio são alvos de buscas

A Polícia Civil e o MP-RJ deflagraram uma operação de busca e apreensão contra Ronnie Lessa e o ex-vereador Cristiano Girão. Lessa, que morava no mesmo condomínio de Jair Bolsonaro, está preso sob acusação de envolvimento com a morte de Marielle Franco. Desta vez, a ação da PF envolve a suspeita de participação dele e do ex-parlamentar na morte de um casal em 2014

Ronnie Lessa, Cristiano Girão e Marielle Franco
Ronnie Lessa, Cristiano Girão e Marielle Franco (Foto: Reprodução/TV Globo | CMRJ | Mídia NINJA)
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247 - A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (RJ) deflagraram nesta quarta-feira (9) uma operação de busca e apreensão contra Ronnie Lessa e o ex-vereador Cristiano Girão. Lessa é um policial militar reformado e foi detido em março do ano passado sob acusação de ter efetuado os tiros que mataram, em março de 2018, a então vereadora do Rio Marielle Franco (PSOL). Desta vez, a ação da PF envolve a suspeita de participação dele e do ex-parlamentar na morte de um casal em 2014. O PM morava no mesmo condomínio de Jair Bolsonaro, na cidade do Rio. 

De acordo com a investigação, Girão mandou matar o miliciano André Henrique da Silva Souza, o Zóio, e Juliana Sales Oliveira, em uma disputa territorial. Ronnie é investigado como autor do duplo homicídio.

A Delegacia de Homicídios da Capital informou que Zóio e Juliana foram mortos com mais de 40 tiros em 14 de junho de 2014. Pelo menos três homens que estavam num Fiat Doblò prata abordaram o casal, que estava num Honda Civic.

Cristiano Girão foi condenado por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, mas responde em liberdade no Nordeste desde 2015. O ex-vereador é monitorado por tornozeleira e impedido de voltar ao Rio. 

Ronnie Lessa está preso na penitenciária de segurança máxima de Porto Velho, Rondônia, ao lado de Élcio de Queiroz, apontado por investidores do Rio como o condutor do veículo que perseguiu o carro de Marielle por cerca de três quilômetros na região central do Rio. Queiroz, de 46 anos havia postado no Facebook uma foto ao lado de Jair Bolsonaro. Na foto, o rosto de Bolsonaro está cortado. 

Marielle foi morta pelo crime organizado. Ativista de direitos humanos, ela denunciava a violência cometida por policiais e a atuação de milícias nas favelas. Os criminosos efetuaram os disparos em um lugar sem câmeras. 

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