Processo de reparação tem que ser liderado por atingidos, diz representante do MAB sobre Mariana e Brumadinho

Letícia Oliveira, representante do MAB, disse à TV 247 que a Vale, empresa responsável pela barragem que se rompeu em Brumadinho, não presta os auxílios que deveria às vítimas do acidente. “A empresa não faz porque não quer fazer, não é por falta de capacidade técnica, nem falta de dinheiro, mas por uma decisão política de não reparar”, afirmou. Assista

Letícia Oliveira e Brumadinho
Letícia Oliveira e Brumadinho

247 - A integrante da coordenação estadual do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) em Minas Gerais, Letícia Oliveira, fez um balanço das consequências do rompimento das barragens da Vale em Brumadinho e Mariana e afirmou que a recuperação da área e da vida cotidiana das vítimas só acontecerá pelas mãos dos próprios atingidos. A tragédia em Mariana completa quatro anos no dia 5 de novembro.

Na visão do MAB, os atingidos pelas barragens devem assumir o protagonismo do processo de reparação, uma vez que as empresas responsáveis não cumprem seus papéis. “Nós temos várias críticas de como esse processo deve ser feito. Ele deve partir dos atingidos, como protagonistas, avançando assim muito mais”.

A representante do MAB afirmou que as empresas responsáveis pelas barragens rompidas e pela recuperação das áreas atingidas não agem por decisão política, e não por falta de dinheiro ou capacidade técnica.

“Os atingidos têm um papel importante na luta de reconstruir todo um processo de vida, construir o processo organizativo e também simbólico. Inclusive para os atingidos compreenderem que eles conseguem e também para dizer que a empresa não faz porque não quer fazer, não por falta de capacidade técnica nem falta de dinheiro, mas por uma decisão política de não reparar, gastar menos dinheiro das mineradoras com a reparação”.

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