Produtora cultural diz ter perdido trabalhos após acusar PM de estupro

De acordo com a produtora cultural que denunciou ter sido estuprada por um policial militar dentro da sua casa, em Copacabana, na zona sul do Rio, empresas e artistas para quem ela trabalhava deixaram de contratá-la por uma questão de segurança

(Foto: Reprodução)
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247 - A produtora cultural que denunciou ter sido estuprada por um policial militar dentro da sua casa, em Copacabana, na zona sul do Rio, foi afastada de trabalhos e estima ter deixado de ganhar R$ 8 mil desde que relatou o problema. Ao menos oito contratos da vítima foram afetados. De acordo com a produtora, que terá o nome preservado, empresas e artistas para quem ela trabalhava deixaram de contratá-la por uma questão de segurança.

"Eu trabalho por prestação de serviço, nesta época de pandemia estava fazendo montagem de som, ajeitando fiação, e juntando tudo isso deixei de receber R$ 8 mil. Vários artistas contratam ex-PMs para fazer a segurança deles e de eventos, e por isso acharam que a minha presença poderia representar algum risco e resolveram não me chamar mais para os trabalhos", contou em entrevista para Universa, do portal Uol.

A produtora, que saiu do Rio por medo de represálias, contou que o aluguel do apartamento onde morava na Avenida Atlântica, rua da praia, está atrasado, assim como outras contas da casa. "Não tenho dinheiro nem condições emocionais de ficar ali. Eu preciso pagar a rescisão do aluguel e também não tenho como. O contrato é de 30 meses", acrescentou.

A produtora fez uma "vaquinha" online e busca um novo emprego fora da área de eventos.

Entenda o caso

De acordo com a mulher, um policial militar fardado, que foi preso, foi até o seu apartamento no último dia 24, e a agarrou à força, passou a mão em seu corpo e introduziu o dedo em suas partes íntimas.

Para subir até o apartamento da produtora, o policial utilizou como pretexto uma ocorrência registrada na semana anterior no edifício. O militar esteve no prédio sete dias antes, após a polícia ser acionada para uma briga de vizinhos.

Em depoimento, o policial acusado de estupro alegou ter ido ao local em busca de "quentinhas" e que não ficou mais de 3 minutos no imóvel. Mas o policial que o acompanhava e permaneceu na portaria, confirmou que esperou o colega por 15 minutos no local.

O porteiro do prédio também confirmou que o policial ficou pelo menos 30 minutos no imóvel.

O ato de estupro só foi interrompido após o policial militar receber uma ligação de um superior questionando o local onde ele estava.

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