Quituteiras de Madureira têm as bençãos de Paes

A Feira das Yabs, tradicional ponto gastronmico de receitas africanas, agora tem alvar de funcionamento municipal; na quadra da Portela, o prefeito Eduardo Paes entregou o documento s cozinheiras; municpio vai investir R$ 700 mil por ano para incrementar a atividade

Rio_247 - Festa em Madureira, zona Norte da cidade, nesta segunda-feira (12). As cozinheiras da Feira das Yabás receberam o alvará de funcionamento da Prefeitura, mais um convênio que garante investimentos de R$ 700 mil por ano para o evento. Agora, as quituteiras de madureira unem-se aos mais de 35 mil ambulantes que saíram da informalidade, após a criação do Cadastro Único de Comércio Ambulante, há dois anos.

"Estamos valorizando mais uma tradição do subúrbio do Rio. A partir de agora, não apenas legalizamos a atividade como também passamos a dar apoio e patrocínio à Feira das Yabás. Essa manifestação cultural é a cara do Rio. Trata-se de uma feira das mulheres de Madureira, do matriarcado dessa região. Poder estar aqui para apoiar o resgate dessa história é uma honra para mim.", disse o prefeito, que passou um dos alvarás às mãos de Iranete Ferreira Barcelos.

Em 11 de janeiro, o prefeito decretou a criação da Feira Gastronômica das Yabás, que, desde então, funciona na Praça Paulo da Portela. O evento acontece no segundo domingo de cada mês, com 16 barracas de comidas tradicionais da comunidade e da cultura negra, como mocotó, rabada, galinha com quiabo e a tradicional feijoada.

O cantor e compositor Marquinhos de Oswaldo Cruz, idealizador da Feira, comemorou. "Cada uma dessas famílias se destaca por uma especialidade gastronômica. Dado o sucesso junto aos moradores da região, decidimos unir o talento de cada família e criar a feira. Não se trata apenas de comida. O grande barato é que juntamos a culinária com bebida e bom samba. Legalizar essa atividade é reverenciar a importância das mulheres para a comunidade, a importância da gastronomia afrodescendente na cultura brasileira", afirmou Marquinhos.

A feira reúne membros das famílias de Tia Surica e Dona Neném, a matriarca do movimento.

Além das Yabás - que prestam homenagem às divindades femininas do Candomblé -, o município também regulamentou a atividade das baianas do acarajé, que preparam suas iguarias típicas nos locais liberados pela prefeitura para sua comercialização.

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