Relatório não previu impacto de ondas em ciclovia

A Fundação Instituto Geotécnica do Rio (Geo-Rio) enviou um relatório ao Tribunal de Contas do Município (TCM) apontando que os estudos feitos para a Ciclovia Tim Maia, na zona sul do Rio, apenas consideraram possíveis danos aos pilares que sustentam a pista; de acordo com os cálculos dos engenheiros, a velocidade das ondas poderia chegar a 65 km; uma parte de 50 metros da ciclovia desabou matando duas pessoas

Rio de Janeiro - Desabamento de parte da recém-inaugurada ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer, durante uma ressaca no mar de São Conrado, deixa mortos e feridos (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - Desabamento de parte da recém-inaugurada ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer, durante uma ressaca no mar de São Conrado, deixa mortos e feridos (Fernando Frazão/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)
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Rio 247 - A Fundação Instituto Geotécnica do Rio (Geo-Rio) enviou um relatório ao Tribunal de Contas do Município (TCM) apontando que em momento algum momento os responsáveis pela construção da ciclovia Tim Maia, em São Conrado, zona sul do Rio, mostraram preocupação com o impacto das ondas na parte da pista chamada tabuleiro. Uma parte de 50 metros da ciclovia desabou na quinta-feira (21), matando duas pessoas.

O documento de janeiro de 2014 mostra que os estudos feitos para a obra apenas consideraram possíveis danos aos pilares que sustentam a pista da ciclovia de São Conrado, Zona Sul do Rio. De acordo com os cálculos dos engenheiros, a velocidade das ondas poderia chegar a 65 km/h. O relatório, porém, não menciona algum estudo acerca da força que as ondas exerceriam sobre o tabuleiro da ciclovia. O documento foi obtido pelo RJTV.

A Geo-Rio informou que não vai se pronunciar até a conclusão do laudo sobre as causas do desabamento, encomendado à Coppe e ao Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias. O prazo é de 30 dias.

A Prefeitura do Rio afastou as empresas Contemat Engenharia e Geotecnia S/A e a Concrejato Serviços Técnicos de Engenharia S/A, que construíram a ciclovia, de novas licitações da administração pública carioca. A suspensão vale até que o trabalho de apuração do desabamento da ciclovia seja concluído. O executivo também reteve 10% do valor da obra, o equivalente a cerca de R$ 4,5 milhões, para garantia de prejuízos.

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