Trabalhadores lotam agências da Caixa no Rio para sacar FGTS inativo

Centenas de pessoas lotaram as principais agências da Caixa Econômica Federal na cidade do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira (10), para sacar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de contas inativas; no estado, mais de 400 mil trabalhadores têm direito a receber R$ 840 milhões; para facilitar o atendimento, as agências estão funcionando em horário estendido até terça-feira (14)

Rio de Janeiro - As agências da Caixa Econômica Federal antecipam em duas horas o atendimento aos clientes devido aos saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - As agências da Caixa Econômica Federal antecipam em duas horas o atendimento aos clientes devido aos saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (Tomaz Silva/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil

Centenas de pessoas lotaram as principais agências da Caixa Econômica Federal na cidade do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira (10), para sacar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de contas inativas. No estado, mais de 400 mil trabalhadores têm direito a receber R$ 840 milhões. Para facilitar o atendimento, as agências estão funcionando em horário estendido até terça-feira (14). Até as 11h, a Caixa fez 700 mil pagamentos de contas de inativas para 300 mil pessoas em todo o País.

Na capital fluminense, no centro, as agências abriram às 8h e, em cidades do interior, às 9h. Amanhã (10), 158 agências funcionam entre as 9h e as 15h, apenas para quem for fazer saques.

Ao lado de São Paulo e Minas Gerais, o Rio de Janeiro concentra o maior montante de recursos disponíveis aos trabalhadores. No Rio, estão quase 10% do total de pessoas que têm direito a retirar o FGTS. Em Minas estão 10,9% dos habilitados e, em São Paulo, o percentual chega a 33,2%.

A maior agência do centro da capital fluminense ficou lotada por volta das 10h. Boa parte dos trabalhadores que foram sacar o FGTS no local pretende colocar as contas em dia com o benefício. É o caso de Olavo Alves do Santos, que acabou de ficar desempregado. “Vou pagar o que tem que pagar e esperar uma nova oportunidade”, afirmou. Para ele, o dinheiro é bem-vindo.

Também no centro, na agência da Rua da Relação, o auxiliar de cozinha Carlos Emanuel Leônidas, de 28 anos, conseguiu retirar o dinheiro em menos de uma hora. “Vou comprar umas roupinhas, sapatos. Não vou deixar guardado no banco, não”, disse.

Sair do aluguel é o sonho do analista de sistemas, Ricardo Alexandre Soares, de 40 anos. “Quero dar entrada na casa própria”. Já Isaías Teixeira, de 44 anos, trabalhador na construção civil, está preocupado com o nome sujo. “Brasileiro é sempre cheio de contas e dívidas para pagar. Então, vai para [pagar a fatura do] cartão de crédito, quem tem família, não pode ter muito luxo.”

A mesma sorte não teve o motorista Cebanias Pereira, de 45 anos. Ela saiu decepcionado do banco porque empresas para as quais trabalhou faliram e não fizeram os depósitos. “Eu consegui sacar só uma parte, o dinheiro veio em hora boa, vai para pagar contas de casa”, lamentou.

O superintendente regional da Caixa, Arnaldo Barcelos, lembrou que não é preciso correr e que há um cronograma de pagamento pelo mês de aniversário da pessoa. “Vamos pagar a todos, com muita tranquilidade, esse calendário vai ser seguido, estamos com pessoas preparadas para atender”. Antes de sair de casa, ele orienta os interessados a consultar o site da Caixa ou ligar na central telefônica (0800 726 0207) para saber se tem algo a receber, informando o CPF ou PIS.

Só pode sacar o FGTS quem pediu demissão ou foi demitido por justa causa até 31 de dezembro de 2015. Antes, o saque era apenas para trabalhador que ficasse até três anos afastado do mercado de trabalho, para compra da casa própria ou casos específicos previstos em lei.

Valores até R$ 1,5 mil podem ser retirados nos caixas de autoatendimento, com a senha do Cartão Cidadão, emitido pela própria Caixa. Para valores até R$ 3 mil, o trabalhador pode recorrer a lotéricas e aos correspondentes bancários. Acima disso, somente nas agências próprias, com documento de identificação, Carteira de Trabalho ou documento que comprove a rescisão.

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