Uip sobre cloroquina: 'esse sigilo que eu me impus é para proteção da sociedade'

O infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, rebateu as críticas sobre sua decisão de não revelar se fez ou não o uso de cloroquina no tratamento contra o coronavírus. Também relatou que a desmobilização do isolamento social durante a quarentena é uma realidade no estado

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247 - O infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, rebateu as críticas sobre sua decisão de não revelar se fez ou não o uso de cloroquina no tratamento contra o coronavírus . O médico particular do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou que sigilo é para proteger a sociedade. Jair Bolsonaro questionou Uip sobre a utilização do medicamento, ainda sem comprovação científica. O estado com tem pelo menos 6,7 mil casos de coronavírus. No Brasil são 16,4 mil e 839 mortes provocadas pela doença.

"Fiquei no limite entre ser internado ou não. Daí, vem a polêmica: como você foi tratado? Em hipótese alguma, eticamente, eu posso falar. Seja lá qual for a minha resposta, causa um grande dano para a sociedade. É que, qualquer coisa que eu fale neste momento, cria uma ida ou não ida que ninguém controla", disse. Os relatos foram publicados no jornal O Estado de S.Paulo.

"Esse sigilo que eu me impus e impus que as pessoas respeitassem é para proteção da sociedade. Se eu falo que tomei um determinado medicamento, seja lá qual for, vai haver uma corrida às farmácias porque eu estou vivo. Se eu falo que não tomei, eu desacredito as pessoas que acreditam. Sigilo não foi falta de transparência, foi preservação da sociedade", acrescentou.

O médico também afirmou que desmobilização do isolamento social durante a quarentena é uma realidade em São Paulo, estado com pelo menos 6,7 mil casos de coronavírus. 

"Há quatro grupos de epidemiologistas estudando essa movimentação e geolocalização. O distanciamento social evitou que o número de infectados fosse dez vezes maior. Se isso não fosse feito, em maio, estaríamos com os hospitais sobrecarregados", continuou. 

"Temos as informações de 80 milhões de celulares e sabemos onde está a movimentação. O índice de distanciamento está em 52% e atingimos o pico de 56%. Temos de chegar a 70%. E a área metropolitana está mais envolvida do que o interior".

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