Vereadora negra do PT registra B.O. contra parlamentar do Psol por agressão

Em Niterói, o vereador Paulo Eduardo Gomes (Psol) apontou o dedo no rosto da vereadora Verônica Lima (PT) e ordenou que ela calasse a boca. Ele chegou a perguntar se a parlamentar deseja ser homem porque, neste caso, iria tratá-la como homem

Vereadora de Niterói Verônica Lima (PT) e o parlamentar Eduardo Gomes (Psol)
Vereadora de Niterói Verônica Lima (PT) e o parlamentar Eduardo Gomes (Psol) (Foto: Reprodução/Facebook)
Siga o Brasil 247 no Google News

Agenda do Poder - A vereadora Verônica Lima (PT) denunciou , nesta quarta-feira, 07, às autoridades policiais o também vereador Paulo Eduardo Gomes (PSOL), após sofrer agressão verbal, intimidação e ataques machistas e lesbofóbicos nas dependências da Câmara de Vereadores de Niterói.

Durante o quiprocó, Paulo Eduardo Gomes apontou o dedo no rosto da vereadora e ordenou que Verônica calasse a boca. Ele chegou a perguntar se Verônica deseja ser homem porque, neste caso, iria tratá-la como homem. O vereador do PSOL avançou na direção da parlamentar e teve que ser contido por outros colegas.

Verônica Lima declarou que, além do registro de ocorrência, vai abrir uma representação oficial contra Paulo Eduardo por quebra de decoro parlamentar. A investida de Gomes contra Verônica aconteceu durante a reunião sobre o Projeto de Lei nº 85/2019 da parlamentar, que dispõe sobre políticas de proteção dos direitos da pessoa com autismo.

PUBLICIDADE

As intimidações de Gomes contra a primeira mulher negra eleita para a Câmara de Niterói não são recentes e se repetem há muito tempo. No mês passado, Paulo Eduardo já havia criticado com agressividade a vereadora durante reunião da Comissão de Habitação e Regularização Fundiária. Após o episódio, o parlamentar ainda enviou mensagens por meio de um aplicativo para coagir a vereadora, ameaçando “despejar sua ira” contra Verônica.

"Não se trata de vitimismo. Não dá mais para tolerar o comportamento do vereador Paulo Eduardo Gomes. Ele tentou me constranger por eu ser mulher e pela minha orientação sexual, mas não vai conseguir. Ele tenta me intimidar e constantemente me desrespeita enquanto estou no meu exercício de vereadora. Fui eleita para representar o povo, e me sentir segura na Câmara é um direito meu. Esse ódio direcionado contra mim, por parte do vereador Paulo Eduardo, precisa ser freado. Ele tem que ser responsabilizado por seus atos gravíssimos”, afirma Verônica.

PUBLICIDADE

Inscreva-se no canal de cortes da TV 247 e saiba mais:

PUBLICIDADE

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

PUBLICIDADE

Cortes 247

PUBLICIDADE
WhatsApp Facebook Twitter Email