Witzel diz que Bolsonaro irá perseguir outros governadores

Após a PF deflagrar a Operação Placebo, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse estar sendo perseguido e que "o que aconteceu comigo vai acontecer com outros governadores considerados inimigos” de Jair Bolsonaro. Ele qualificou a operação como “ato de perseguição política que está se iniciando no país”.

(Foto: ABr)
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247 - O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), disse em coletiva de imprensa nesta tarde (26) que está sendo alvo de uma perseguição política e que o mesmo deverá acontecer com outros adversários do presidente Jair Bolsonaro: "O que aconteceu comigo vai acontecer com outros governadores considerados inimigos”. Segundo Witzel, a busca e apreensão é, na verdade, um “ato de perseguição política que está se iniciando no país”.

Ele afirmou que não foi encontrado dinheiro nem joias no Palácio Laranjeiros, residência oficial do governador do Rio.

Witzel disse ainda que “todas as irregularidades estão sendo investigadas por determinação minha. A busca e apreensão, além de ser desnecessária, porque o ministro foi induzido ao erro, fantasiosa a construção que se fez, não reflete em absolutamente nada. Não foram encontrados valores, não foram encontradas jóias. Se encontrou, foi apenas a tristeza de um homem e de uma mulher pela violência com que esse ato de perseguição política está se iniciando no nosso país. O que aconteceu comigo vai acontecer com outros governadores considerados inimigos.”

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (26) uma operação, intitulada Placebo, realizando uma série de buscas e apreensões, inclusive na residência oficial do governador, o Palácio Laranjeiras, e em sua casa particular, localizada no bairro do Grajaú, na capital do estado. 

A operação investiga possíveis desvios na Secretaria de Saúde fluminense, que teriam sido cometidos durante ações de combate ao surto do novo coronavírus, como compras de respiradores e construção de hospitais de campanha.

O cumprimento dos mandatos foi autorizado pelo ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a pedido do Ministério Público Federal (MPF). Em sua decisão, o magistrado citou risco de destruição de provas importantes para investigação, que envolve Wilson Witzel e sua esposa, a advogada Helena Witzel.

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