Dallagnol: Temer tenta esconder corrupção sob “cortina de fumaça”

Para o procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, Michel Temer usa concessões milionárias para barrar investigações sobre corrupção no seu governo; de acordo com o procurador, a estratégia é a mesma usada pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha: é uma cortina de fumaça para desviar a atenção da corrupção do governo do PMDB

O coordenador da força-tarefa Lava Lato, o procurador da República Deltan Dallagnol, apresenta propostas do Ministério Público Federal para o Combate à Corrupção (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O coordenador da força-tarefa Lava Lato, o procurador da República Deltan Dallagnol, apresenta propostas do Ministério Público Federal para o Combate à Corrupção (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Charles Nisz)

247 - O coordenador da força-tarefa da Lava-Jato no Paraná, Deltan Dallagnol, acusou nesta sexta-feira (6) Michel Temer (PMDB), de tentar barrar investigações por meio de concessões milionárias. A fala de Dallagnol foi uma resposta à fala de Temer, segundo a qual o Ministério Público é uma "organização criminosa que tenta parar o país".

Para Dallagnol, quem para o país é a corrupção e não quem a combate. De acordo com o procurador, quem roubou o país por décadas deve responder por isso. Temer foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva, obstrução da Justiça e formação de organização criminosa. O procurador comparou as atitudes de Temer com as do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), preso pela Lava-Jato, a uma estratégia de "cortina de fumaça", para desviar a atenção das provas de envolvimento com corrupção que pesam contra os dois políticos.

Dallagnol afirmou acreditar na continuidade da investigação após Raquel Dodge substituir Rodrigo Janot no comando da Procuradoria-Geral da República. Para ele, há indícios da disposição da nova PGR em manter a operação ativa e reafirmou a autonomia da força-tarefa. Questionado sobre suas pretensões eleitorais, Dallagonol afirmou que seu foco atual é o Ministério Público e que não tratou do tema com nenhum partido. Mas que não descarta uma candidatura no futuro, onde possa servir melhor à sociedade.

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