Delator: ex-chefe do Fisco garantiu propina de R$ 2 mi para campanha de Richa

O auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, principal delator da Operação Publicano, afirmou que o esquema de corrupção na Receita Estadual paranaense, com base em arrecadação de propina, contava com a participação do então delegado regional da Receita Estadual em Curitiba, o auditor fiscal Roberto Pizzato; ao MP de Londrina, ele disse que pelo menos seis delegacias regionais, incluindo a de Curitiba, arrecadaram um total de R$ 4,3 milhões para a reeleição do governador Beto Richa (PSDB) e que, no caso da capital paranaense, Pizzato ficou incumbido de garantir R$ 2 milhões

O auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, principal delator da Operação Publicano, afirmou que o esquema de corrupção na Receita Estadual paranaense, com base em arrecadação de propina, contava com a participação do então delegado regional da Receita Estadual em Curitiba, o auditor fiscal Roberto Pizzato; ao MP de Londrina, ele disse que pelo menos seis delegacias regionais, incluindo a de Curitiba, arrecadaram um total de R$ 4,3 milhões para a reeleição do governador Beto Richa (PSDB) e que, no caso da capital paranaense, Pizzato ficou incumbido de garantir R$ 2 milhões
O auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, principal delator da Operação Publicano, afirmou que o esquema de corrupção na Receita Estadual paranaense, com base em arrecadação de propina, contava com a participação do então delegado regional da Receita Estadual em Curitiba, o auditor fiscal Roberto Pizzato; ao MP de Londrina, ele disse que pelo menos seis delegacias regionais, incluindo a de Curitiba, arrecadaram um total de R$ 4,3 milhões para a reeleição do governador Beto Richa (PSDB) e que, no caso da capital paranaense, Pizzato ficou incumbido de garantir R$ 2 milhões (Foto: Leonardo Lucena)

Paraná 247 - O auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, principal delator da Operação Publicano, afirmou que o esquema de propina supostamente montado para abastecer a campanha do governador Beto Richa (PSDB) no ano passado contava com a participação do então delegado regional da Receita Estadual em Curitiba, o auditor fiscal Roberto Pizzato. As declarações foram concedidas ao Ministério Público de Londrina em maio deste ano, aponta a Gazeta do Povo.

Ao comentar especificamente da propina da campanha, ele disse que pelo menos seis delegacias regionais, incluindo a de Curitiba, arrecadaram um total de R$ 4,3 milhões para a reeleição de Richa e que, no caso da capital paranaense, foi Pizzato a pessoa incumbida de garantir R$ 2 milhões.

Em meados de julho, Pizzato obteve autorização para tirar uma licença especial de 180 dias. Seu retorno está previsto para 10 de janeiro de 2016. Segundo informações do Portal da Transparência do governo estadual, ele está lotado na Inspetoria-Regional de Fiscalização da Receita Estadual em Curitiba.

As investigações apontam que o pagamento da propina ocorria de várias formas, como emissão artificial de créditos de ICMS (Impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e uso de empresas 'laranjas' para empréstimos de notas ficais frias. De acordo com o Ministério Público (MP-PR), havia, inclusive, uma "caixinha", reserva a ser usada com o objetivo de pagar advogados caso o esquema fosse descoberto.

Os empresários que se negavam a pagar propina sofriam retaliações, conforme as investigações. Alguns dias depois, os auditores voltavam à empresa e faziam uma devassa, levando computadores e documentos e cobravam uma quantia "surreal", o que poderia levar a empresa à falência.

Souza havia dito ao MP que o dinheiro era repassado para o ex-inspetor geral de fiscalização da Receita Estadual Márcio de Albuquerque Lima, apontado pela Justiça como líder da quadrilha - ele foi preso.

De acordo com o delator, o ex-inspetor entregava o dinheiro pessoalmente para o empresário Luiz Abi Antoun, primo de Richa. O auditor fiscal relatou ainda que Antoun sabia que o dinheiro era de propina. O primo do tucano se entregou ao Gaeco.

Em nota, PSDB já havia negado as declarações atribuídas a Luiz Antônio de Souza, e afirmou que Luiz Abi Antoun "nunca tratou de arrecadação para a campanha eleitoral", função que era do Comitê Financeiro.

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