Juliano Medeiros, do PSOL, tem debate cancelado pela Udesc

"A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) proibiu evento com minha presença amanhã em Joinville. Já aconteceu com Boulos, recentemente. Agora acontece comigo. Decisão ilegal, além de autoritária", afirma Juliano Medeiros

(Foto: Foto: Divulgação)
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Revista Fórum - Presidente nacional do PSol, Juliano Medeiros denunciou pelo Twitter nesta quarta-feira (18) que é mais uma vítima de perseguição do levante conservador capitaneado pelo governo Jair Bolsonaro. Na rede, Juliano afirmou que teve uma palestra que faria na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Joinville, nesta quinta-feira (19) cancelada.

“A Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) proibiu evento com minha presença amanhã em Joinville. Já aconteceu com Boulos, recentemente. Agora acontece comigo. Decisão ilegal, além de autoritária. Não nos intimidarão. O evento vai acontecer. #censuranuncamais”, tuitou.

No último dia 5, Juliano comentou nas redes sociais a denúncia feita pelo jornal O Globo de que o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos usaram os cargos comissionados para empregar 102 pessoas com laços familiares entre si e 37 funcionários fantasmas . Ele disse não se espantar com a notícia já que Bolsonaro não fazia nada enquanto era parlamentar.

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Em nota, o PSOL lamentou que o Centro de Ciências Tecnológicas (CCT) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) "tenha cedido a pressões políticas de figuras vinculadas ao projeto autoritário e antidemocrático instalado em nosso país".

A Udesc afirmou que "decidiu cancelar o agendamento (do uso do auditório para a palestra de Juliano Medeiros) por entender que não é papel da universidade abrigar eventos político-partidários.

Leia a íntegra da nota do PSOL: 

A direção do Centro de Ciências Tecnológicas (CCT) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Joinville, decidiu cancelar a reserva de um auditório onde aconteceria um debate com o historiador e presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros. O evento estava previsto para esta quinta-feira (19), e tinha como tema “A resistência aos ataques do governo Bolsonaro”.

Nesta terça (17), a assessoria de comunicação da universidade informou à imprensa que “a palestra foi agendada, sem qualquer permissão ou autorização da instituição”, o que não é verdadeiro. O pedido de utilização do espaço foi realizado conforme procedimento interno da universidade, com 15 dias de antecedência, em 3 de setembro, e foi inicialmente aprovado.

A direção do centro alegou problemas formais para sustentar o cancelamento da reserva, como o envio de um ofício. Em contato com a Universidade, os organizadores buscaram mediar a situação, solucionando os problemas formais alegados como impedimento para a realização do evento. Tudo parecia estar resolvido, até que, no final da noite desta terça, a direção do CCT informou por telefone que o evento estava cancelado.

Lamentamos profundamente que o CCT tenha cedido a pressões políticas de figuras vinculadas ao projeto autoritário e antidemocrático instalado em nosso país. Ceder ao assédio e a histeria dos autoritários colabora apenas para fortalecer este espectro político na sociedade. Hoje, cancelam este evento por conta de pequenas questões políticas internas. Não será surpresa se dentro em breve acordarem com um interventor, a exemplo do que vem ocorrendo na Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS), em nosso Estado.

Para Juliano Medeiros, o caso é de evidente censura política. “Não há outra forma de descrever. A extrema-direita saiu do armário e acha que pode nos calar. Mas não podem. Lutaremos por nosso direito de difundir nossas ideias custe o que custar”.

Além de ilegal – pois a lei garante a qualquer partido político a utilização de escolas públicas para realizar reuniões – a censura à palestra de Juliano Medeiros é discriminatória. No dia 27 de julho deste ano, há menos de dois meses, a Udesc recebeu um congresso partidário num dos principais auditórios da Universidade. Sob a alegação de ser “apartidária”, a direção do CCT de Joinville torna-se, na verdade, partidária: alguns partidos podem utilizar a Udesc para suas atividades, como prevê a lei. Outros, não. O PSOL local já informou que não vai tolerar este ato de censura ilegal e imoral e que vai tomar todas as medidas cabíveis.

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