Moro condena ex-dirigentes da Petrobras

O juiz Sergio Moro, responsável pelo julgamento dos processos da Operação Lava Jato em primeiro instância jurídica, condenou dois ex-gerentes da Petrobras - Márcio de Almeida Ferreira, sentenciado a dez anos e três meses, em regime inicial fechado, e Edison Krummenauer, condenado a nove anos e quatro meses; também foram condenados dois empresários e um dirigente da Andrade Gutierrez; todos cumprirão penas por corrupção e lavagem de dinheiro

Curitiba- PR- Brasil- 24/10/2016- O o juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, durante sessão especial na Assembléia Legislativa do Paraná (ALEP). Foto: 
Curitiba- PR- Brasil- 24/10/2016- O o juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, durante sessão especial na Assembléia Legislativa do Paraná (ALEP). Foto:  (Foto: Leonardo Lucena)

Paraná 247 - O juiz Sergio Moro, responsável pelo julgamento dos processos da Operação Lava Jato em primeiro instância jurídica, condenou nesta segunda-feira (5) dois ex-gerentes da Petrobras, dois empresários e um dirigente da Andrade Gutierrez por corrupção e lavagem de dinheiro.

O ex-gerente Márcio de Almeida Ferreira foi sentenciado a dez anos e três meses, também em regime inicial fechado. Mas, de acordo com o magistrado, há prescrição do primeiro crime de corrupção, o que pode diminuir a pena para nove anos e seis meses.

O outro ex-gerente, Edison Krummenauer, foi condenado a nove anos e quatro meses. Como ele fechou um acordo de delação premiada, Moro definiu que a soma das penas definidas contra Krummenauer não poderá ultrapassar dez anos de reclusão. "Considerando a gravidade em concreto dos crimes praticados por Edison Krummenauer, com seu envolvimento em diversos atos de corrupção e lavagem de dinheiro, não cabe perdão judicial", escreveu na sentença.

Os empresários Paulo Roberto Gomes Fernandes e Marivaldo do Rozário Escalfoni foram condenados a 14 anos e três meses, em regime fechado, inicialmente.

O dirigente da Andrade Gutierrez Luiz Mário Mattoni também colaborador, foi condenado a oito anos. Suas penas somadas não poderão ultrapassar 15 anos. Moro aumentou o valor da multa prevista no acordo de R$ 885 mil para R$ 2,2 milhão.

 

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