Moro faz crítica à polêmica apresentação do MP

No despacho em que aceitou a denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-presidente Lula, o juiz Sérgio Moro listou todos os pontos mais polêmicos da apresentação dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato, como o em que Lula é chamado de "maestro da organização criminosa", e escreveu que, "certamente, tais elementos probatórios são questionáveis"

No despacho em que aceitou a denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-presidente Lula, o juiz Sérgio Moro listou todos os pontos mais polêmicos da apresentação dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato, como o em que Lula é chamado de "maestro da organização criminosa", e escreveu que, "certamente, tais elementos probatórios são questionáveis"
No despacho em que aceitou a denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-presidente Lula, o juiz Sérgio Moro listou todos os pontos mais polêmicos da apresentação dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato, como o em que Lula é chamado de "maestro da organização criminosa", e escreveu que, "certamente, tais elementos probatórios são questionáveis" (Foto: Gisele Federicce)
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247 – O juiz federal Sérgio Moro, que aceitou nesta terça-feira 20 a denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-presidente Lula por corrupção e lavagem de dinheiro, fez críticas a alguns pontos da polêmica apresentação feita pelos procuradores da força-tarefa da Lava Jato.

Moro listou todos os pontos mais polêmicos apresentados, como o que Lula é chamado de "maestro da organização criminosa", ou "comandante geral" de todo o esquema de corrupção investigado na Lava Jato, e escreveu que, "certamente, tais elementos probatórios são questionáveis".

A apresentação liderada na semana passada pelo procurador Deltan Dallangol foi duramente criticada por juristas, advogados e entidades, ultrapassando a esfera de defensores de Lula. A explicação de Dallagnol foi vista como mais retórica do que técnica, e um discurso político.

Em outro trecho do documento, o magistrado diz, porém, que "nessa fase preliminar, não se exige conclusão quanto à presença da responsabilidade criminal, mas apenas justa causa". Ele reforça posteriormente que tornar os acusados réus não equivale a ter "juízo conclusivo quanto à presença da responsabilidade criminal".

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