Sebastião Melo vai oferecer cloroquina para quem quiser "tratamento precoce" da Covid-19; remédio pode matar

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), vai disponibilizar hidroxicloroquina e azitromicinana na rede municipal de saúde. Defendidos por Bolsonaro, medicamentos não têm eficácia comprovada cientificamente. Estudos científicos apontam risco de morte súbita pelo uso dos remédios

Sebastião Melo e a cloroquina
Sebastião Melo e a cloroquina (Foto: Sul 21 e Reuters)
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247 - O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), anunciou em coletiva de imprensa nessa segunda-feira (4) que pretende disponibilizar o "tratamento precoce" na rede pública, num pacote de hidroxicloroquina e azitromicina. Apesar de pretender distribuir a cloroquina em massa, ele não quis entrar no mérito da eficácia dos remédios. Defendido publicamente por Jair Bolsonaro, o medicamento não tem eficácia científica comprovada. 

O chefe do Executivo municipal disse que o seu papel, como gestor, é disponibilizar o remédio e o seu uso é uma relação exclusiva entre médico e paciente. "O tratamento precoce é feito em milhares de cidades do Brasil. Não me perguntem se sou a favor ou contra. Compete ao médico receitar, é entre médico e paciente", afirmou.

De acordo com um estudo publicado em abril na revista especializada Nature Medicine, pacientes tratados com hidroxicloroquina e azitromicina apresentaram "anormalidades no eletrocardiograma" que indicam risco de "morte cardíaca súbita".

"Ambos os medicamentos demonstraram aumentar de forma independente o risco de vários tipos de anormalidades do ritmo cardíaco", aponta o estudo.

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