‘Se tentarem tirar Lula daqui pra dificultar nossos passos, a gente vai pra onde ele for’

Moradora da região do norte do Paraná, Zenilda Lisboa Pereira acredita que as doações mostram que a classe trabalhadora está entendendo a importância de manter essa mobilização em Curitiba em defesa da democracia; “A previsão é que a gente saia daqui a partir do momento em que o Lula for libertado e se corrija essa injustiça contra ele. Se tentarem tirar ele daqui pra dificultar os nossos passos, eles que saibam que essa tenda e o acampamento são itinerantes. A gente vai junto com ele pra onde ele for”

Moradora da região do norte do Paraná, Zenilda Lisboa Pereira acredita que as doações mostram que a classe trabalhadora está entendendo a importância de manter essa mobilização em Curitiba em defesa da democracia; “A previsão é que a gente saia daqui a partir do momento em que o Lula for libertado e se corrija essa injustiça contra ele. Se tentarem tirar ele daqui pra dificultar os nossos passos, eles que saibam que essa tenda e o acampamento são itinerantes. A gente vai junto com ele pra onde ele for”
Moradora da região do norte do Paraná, Zenilda Lisboa Pereira acredita que as doações mostram que a classe trabalhadora está entendendo a importância de manter essa mobilização em Curitiba em defesa da democracia; “A previsão é que a gente saia daqui a partir do momento em que o Lula for libertado e se corrija essa injustiça contra ele. Se tentarem tirar ele daqui pra dificultar os nossos passos, eles que saibam que essa tenda e o acampamento são itinerantes. A gente vai junto com ele pra onde ele for” (Foto: Leonardo Lucena)

Marco Weissheimer, Sul 21 - Desde o início da vigília em defesa da libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas imediações do prédio da superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, cerca de 20 toneladas de alimentos e produtos de limpeza já foram doados aos manifestantes que sustentam a mobilização. Uma tenda, montada em uma rua próxima ao prédio da PF, recebe diariamente essas doações e organiza a sua distribuição. Responsável pela central de doações do acampamento Lula Livre, Zenilda Lisboa Pereira, relata como funciona o serviço de recebimento e distribuição das doações: “As doações chegam a todo momento. Daqui nós distribuímos elas para os três pontos de cozinha que temos hoje. As cozinhas mandam as suas demandas pra cá e retiram a alimentação que precisam para o café, almoço e janta. Além dos companheiros de sindicatos e outras entidades, muitas pessoas aqui de Curitiba estão contribuindo com essas doações”.

Moradora da região do norte do Paraná, Zenilda Lisboa Pereira acredita que as doações mostram que a classe trabalhadora está entendendo a importância de manter essa mobilização em Curitiba em defesa da democracia. Ela destaca o papel dessa junção de movimentos sociais, partidos e sindicatos em torno da Frente Brasil Popular para defender a democracia no país e denunciar a injustiça cometida contra o ex-presidente Lula. Zenilda é a primeira que chega na tenda, por volta das seis horas da manhã, e é a última a sair, junto com seus companheiros que dão suporte à atividade.

A tenda das doações, assegura, permanecerá no local enquanto Lula estiver preso na Polícia Federal e, caso ele seja transferido para outro local, ela acompanhará esse deslocamento. “A previsão é que a gente saia daqui a partir do momento em que o Lula for libertado e se corrija essa injustiça contra ele. Se tentarem tirar ele daqui pra dificultar os nossos passos, eles que saibam que essa tenda e o acampamento são itinerantes. A gente vai junto com ele pra onde ele for. Nós estamos dispostos a resistir a toda essa repressão que está acontecendo. Resistiremos até o dia que for necessário”.

A militante do MST conta que alguns moradores xingam os manifestantes e publicam vídeos dizendo que eles estão comendo lavagem e deixando sujeira. “Mas fica claro e nítido, pra quem está acompanhando aqui de perto, que isso não é verdade. Nós garantimos o espaço limpo e todos os combinados que foram feitos com a justiça e com a segurança. Sempre há quem seja contra, mas nós estamos garantindo tudo isso e o nosso foco é a mobilização, a organicidade do acampamento e a resistência. Não temos que entrar na provocação de nossos adversários. Tudo o que estamos fazendo aqui é com a consciência e o pé no chão da nossa militância. Estamos cumprindo aquilo que o Lula falou e continua falando. Enquanto ele for calado e não puder falar, ele falará por nós. Enquanto ele não conseguir caminhar, ele vai caminhar com as nossas pernas. A nossa tarefa aqui é garantir a resistência e passar toda a tranquilidade para o nosso presidente”.

A expectativa da militância dos movimentos sociais que participam dos acampamentos pela libertação de Lula é que o ex-presidente seja libertado o mais rápido possível, mas eles sabem que essa pode ser uma luta de longa duração. Desde o primeiro dia do acampamento, assinala Zenilda Pereira, mais de 20 toneladas de alimentos já passaram pela central de doações. “Nós não deixamos nada se extraviar. Estamos guardando uma parte, em lugar seguro, para impedir que os alimentos estraguem caso venha chuva. Nós temos alimentação para garantir os dias de resistência que vierem pela frente. Esperamos que sejam poucos dias, mas se for mais, temos alimentação pra garantir”.

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