Sem combustível, navios iranianos seguem parados no Paraná

Os navios iranianos Bavand e Termeh seguem ancorados em frente ao porto de Paranaguá, no Paraná; por conta da subserviência do governo Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, a Petrobras se nega a abastecê-los por conta das sanções dos EUA contra Teerã

Sputnik Brasil - Os navios iranianos Bavand e Termeh seguem ancorados em frente ao porto de Paranaguá, no Paraná. As embarcações esperam combustível para seguir viagem, mas a Petrobras se nega a abastecê-los por conta das sanções dos EUA contra Teerã.

Em nota, publicada na sexta-feira (19), a administradora do porto de Paranaguá afirmou que "nenhuma das embarcações movimentou ou vai movimentar carga pelos terminais paranaenses". 

A Sputnik Brasil entrou em contato com a assessoria de imprensa do porto de Paranaguá, que afirmou não haver nenhuma atualização ou previsão de resolução.

O Bavand está carregado com 48 mil toneladas de milho e o Termeh está vazio. A Petrobras alega que pode ser alvo de sanções dos Estados Unidos caso forneça combustível às embarcações. Washigton já aplicou uma série de sanções contra o Irã por conta do programa nuclear do país persa.

O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF) porque a Eleva, empresa brasileira responsável pela operação, alega que as compras foram feitas de empresas não sancionadas e as embarcalções entraram no país de maneira legal.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, deu parecer favorável à Petrobrasporque o reabastecimento poderia causar prejuízo a "relações diplomáticas estratégicas" do Brasil.

"A Eleva, empresa brasileira e não sancionada, está tentando comprar combustível para concluir a exportação de milho que, por ser alimento, não é sujeito a qualquer tipo de sanção", disse ao jornal O Globo o advogado Rodrigo Cotta, do escritório Kincaid Mendes Vianna Advogados, que representa a empresa.

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