TRF mantém prisão preventiva de Renato Duque

Primeira Turma Especializada do TRF da 2ª Região decidiu, por dois votos a um, manter a prisão preventiva do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque; ele responde a ação penal por corrupção passiva e associação criminosa, por suspeita de receber US$ 1 milhão em vantagem indevida para favorecer a contratação da empresa holandesa SBM Offshore pela Petrobras

Brasília- DF- Brasil- 19/03/2015- Ex-diretor da Petrobras Renato Duque presta depoimento em CPI na Câmara dos Deputados (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília- DF- Brasil- 19/03/2015- Ex-diretor da Petrobras Renato Duque presta depoimento em CPI na Câmara dos Deputados (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Aquiles Lins)

Vitor Abdala, da Agência Brasil - O Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região decidiu manter a prisão preventiva do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque. A decisão foi tomada ontem (12), por dois votos a um, pela Primeira Turma Especializada do TRF, segundo informações divulgadas hoje pela Procuradoria Regional da República.

Duque responde a ação penal por corrupção passiva e associação criminosa. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), ele é acusado de receber US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,5 milhões no câmbio atual) em vantagem indevida para favorecer a contratação da empresa holandesa SBM Offshore pela Petrobras. O esquema foi descoberto durante a Operação Lava Jato.

Segundo a Procuradoria Regional da República, há fortes indícios de crime cometido e, em função de contatos políticos e recursos financeiros que Duque tem a sua disposição, há risco de que ele "se furte à aplicação da lei penal", diz a nota do MPF.

Segundo o Ministério Público, a defesa tinha entrado com um pedido de habeas corpus com a justificativa de que Duque não oferece risco, uma vez que ele está afastado da Petrobras desde 2012.

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