Zarattini cobra Tarcísio sobre caso Digimais

Deputado questiona critérios de aval ao banco investigado pela PF após convênio com policiais militares de SP

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247 – O deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) cobrou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sobre o caso Digimais nesta quarta-feira (24) e questionou os critérios que levaram o governo paulista a permitir que o banco oferecesse crédito consignado a mais de 80 mil policiais militares do estado.

“Tarcísio autorizou o Banco Digimais a operar crédito consignado para mais de 80 mil policiais militares de São Paulo. O banco já acumulava prejuízo de cerca de R$ 250 milhões quando o convênio foi firmado. Meses depois, o rombo se aproximava de R$ 500 milhões. Agora, a instituição é alvo de investigação da Polícia Federal”, afirmou Zarattini em postagem na rede social X. “Quem aprovou essa operação e com base em quais critérios?”, questionou.

O crédito consignado costuma ter desconto direto em folha de pagamento. Por isso, a autorização para que uma instituição financeira acesse esse tipo de operação com servidores públicos envolve critérios de segurança, capacidade operacional e avaliação de risco. No caso do Digimais, a controvérsia ganhou dimensão política após a PF passar a investigar a instituição.

A oposição quer saber se o governo paulista analisou a situação financeira do banco antes de permitir a oferta de empréstimos aos policiais militares. A cobrança também mira a eventual participação de órgãos estaduais na aprovação e na fiscalização do acordo.

Outro lado

O governo de São Paulo afirmou que estuda “medidas cautelares” no contrato com o Digimais. Em nota, a assessoria de comunicação da SGGD confirmou a abertura de um “processo aberto com essa finalidade” e que “mantém acompanhamento contínuo” da situação. 

A gestão informou ainda que o Digimais atendeu na época “todos os requisitos para ser credenciado, inclusive junto ao Banco Central”. “[O governo] Promove ainda a atualização de seus normativos e mecanismos de controle, com foco na regularidade das operações, na proteção dos usuários e na integridade do sistema”, disse também a SGGD. 

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