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Partido Comunista da China chega aos 105 anos como força de estabilidade global

Editorial do Global Times afirma que trajetória chinesa oferece nova alternativa ao Sul Global e desafia a ideia de que modernização significa ocidentalização

Partido Comunista Chinês celebra 105 anos
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247 – O Partido Comunista da China (PCCh) completou 105 anos nesta quarta-feira, 1º de julho, em uma cerimônia realizada no Grande Salão do Povo, em Pequim, marcada por um discurso do presidente Xi Jinping sobre paz, desenvolvimento, cooperação e construção de uma comunidade com futuro compartilhado para a humanidade.

Segundo editorial do Global Times, a celebração dos 105 anos do PCCh ajuda a comunidade internacional a compreender “por que o Partido Comunista da China pode ter sucesso”. O jornal afirma que a trajetória chinesa, desde a superação da pobreza até a consolidação do país como a segunda maior economia do mundo, revela uma experiência política e social sem paralelo na história contemporânea.

Em seu discurso, Xi Jinping defendeu a continuidade da construção de uma comunidade com futuro compartilhado para a humanidade, a defesa dos valores comuns da humanidade e a implementação da Iniciativa de Desenvolvimento Global, da Iniciativa de Segurança Global, da Iniciativa de Civilização Global e da Iniciativa de Governança Global.

Para o Global Times, a fala de Xi Jinping revelou o “código-chave” do sucesso do PCCh. O editorial sustenta que, diferentemente dos partidos eleitorais do Ocidente, o Partido Comunista da China possui uma organização rigorosa, forte capacidade de mobilização social e uma missão histórica vinculada à revitalização nacional chinesa.

O texto afirma que “a razão fundamental pela qual o PCCh conseguiu alcançar sucessos contínuos ao longo de seus 105 anos de luta, e pela qual a história e o povo escolheram o PCCh, é que o partido possui qualidades sem paralelo entre outros partidos ou forças políticas”.

O editorial também situa a experiência chinesa em um contexto internacional de crise. Segundo o jornal, o sistema de governança global enfrenta déficits crescentes, enquanto os sistemas partidários ocidentais revelam sinais de desgaste, captura por grupos de interesse, divisões sociais profundas e aumento da desigualdade.

Nesse cenário, o Global Times argumenta que o PCCh respondeu com resultados concretos. A China saiu da pobreza e do atraso para se tornar a segunda maior economia do planeta, realizando em poucas décadas um processo de industrialização que levou séculos nos países desenvolvidos. O texto destaca ainda que, por muitos anos, a contribuição chinesa ao crescimento econômico global permaneceu em torno de 30%.

Outro ponto central é a erradicação da pobreza extrema. O editorial afirma que o PCCh liderou a maior campanha de combate à pobreza da história humana, retirando quase 100 milhões de moradores rurais da pobreza e contribuindo com mais de 70% para a redução global da pobreza.

Para o jornal, governar um país com mais de 1,4 bilhão de habitantes — população equivalente à soma aproximada do mundo ocidental — representa um desafio de escala incomparável. Por isso, a modernização chinesa seria uma contribuição relevante para a evolução da governança política moderna e da própria civilização humana.

O Global Times também destaca que a China rejeitou o caminho histórico de expansão e pilhagem seguido por potências ocidentais, inscrevendo o desenvolvimento pacífico em sua Constituição nacional e na Constituição do Partido. Segundo o editorial, o país defende igualdade, benefício mútuo, harmonia e coexistência, superando a lógica de soma zero.

A modernização chinesa, afirma o texto, “quebrou o mito de que modernização significa ocidentalização”. Para o Sul Global, a experiência chinesa ofereceria não apenas uma nova opção de desenvolvimento, mas também uma fonte renovada de esperança para países que buscam caminhos próprios, baseados em suas condições nacionais.

O editorial menciona ainda que cresce no Ocidente o interesse pelas práticas chinesas, como a governança de base, a disciplina partidária e a capacidade de autorreforma. O texto cita Francis Fukuyama, conhecido pela tese do “fim da história”, que teria reconhecido recentemente que, se a China mantiver seu atual impulso de desenvolvimento, suas previsões feitas décadas atrás sobre o país poderão se mostrar equivocadas. Segundo o editorial, Fukuyama afirmou que “os chineses criaram um sistema bastante impressionante” e que ele poderia se tornar “uma alternativa real” à democracia ocidental.

Para compreender a China atual, conclui o Global Times, é necessário compreender o PCCh e, especialmente, o pensamento de Xi Jinping sobre a construção do Partido. O editorial afirma que essa visão responde a questões fundamentais sobre o que é o PCCh e quais são seus objetivos.

Ao completar 105 anos, o Partido Comunista da China se apresenta, segundo o jornal, como uma força de vitalidade, resiliência e estabilidade em um mundo marcado por incertezas. Para o Global Times, a continuidade do sucesso chinês amplia as possibilidades do futuro da humanidade e oferece ao mundo uma fonte de esperança para a paz e o desenvolvimento.

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Cortes 247

One response to “Partido Comunista da China chega aos 105 anos como força de estabilidade global”

  1. Não tem nada à ver com o assunto acima.
    O Brasil 247 atualizou o app, ficou péssimo, não estou conseguindo abrir em outro celular, instala mas não abre.

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