PF abre investigação sobre emendas para ONGs ligadas ao filme Dark Horse

Investigação autorizada pelo ministro do STF Flávio Dino apura repasses de emendas a ONGs e empresas ligadas ao filme sobre Jair Bolsonaro

Polícia Federal
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247 – A Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar suspeitas de irregularidades na destinação de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares a organizações não governamentais (ONGs) e empresas relacionadas à produção do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A investigação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são da coluna da jornalista Manoela Alcântara, no Metrópoles. 

A apuração teve origem em uma ação apresentada pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), que solicitou ao STF a investigação de repasses de verbas públicas para um conjunto de entidades que, segundo a parlamentar, formariam um “ecossistema de pessoas jurídicas interconectadas” vinculado à produção cinematográfica.

Deputados são citados na denúncia

Segundo a denúncia analisada pelo STF, o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que também atua como produtor-executivo do filme Dark Horse, teria destinado R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil. O parlamentar nega a acusação.

Além de Frias, a representação menciona o deputado Marcos Pollon (PL-MS) e Bia Kicis (PL-DF) e os ex-deputados Carla Zambelli (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ) entre os parlamentares cujos repasses são objeto da investigação.

ONGs e empresas estão sob análise

De acordo com a denúncia, a Academia Nacional de Cultura também teria recebido aproximadamente R$ 2,6 milhões em recursos oriundos de emendas parlamentares.

A Polícia Federal deverá apurar a destinação de verbas para as seguintes entidades e empresas:

  • Instituto Conhecer Brasil;
  • Academia Nacional de Cultura;
  • Go Up Entertainment;
  • Conhecer Brasil Assessoria.

Segundo a representação apresentada ao STF, todas essas organizações estariam sob o comando da produtora cultural Karina Ferreira da Gama, apontada como ligada à produção do filme Dark Horse.

Investigação foi autorizada pelo STF

A abertura do inquérito ocorreu após decisão do ministro do STF Flávio Dino, que determinou a investigação para esclarecer a regularidade da destinação dos recursos públicos e eventual conexão entre as emendas parlamentares e a produção do longa-metragem.

Nesta fase, a Polícia Federal busca reunir elementos para verificar se houve irregularidades na aplicação das verbas públicas. A instauração do inquérito representa o início da investigação e não configura conclusão sobre eventual responsabilidade dos citados, que terão assegurados o contraditório e a ampla defesa durante o andamento do processo.

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