247 – O advogado e cientista político Jorge Folena alertou nesta semana que o governo federal precisa de constante articulação junto ao Congresso e de respaldo popular, com o objetivo de implementar medidas para o crescimento econômico e a ampliação de direitos sociais. Em entrevista ao programa Giro das Onze, da TV 247, o analista afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), “representa a classe dominante”.
“A pauta do Davi Alcolumbre, como a do Parlamento brasileiro como um todo, é uma pauta antidemocrática. Quando ele fala que impõe pautas-bomba, ele não põe pautas-bomba para melhorar a vida das pessoas”, disse. “A classe dominante brasileira, desde o fim do Império, quando a escravidão acaba, procura apagar as lutas populares no Brasil”, acrescentou.
Pelo menos nove propostas, que totalizam impacto estimado em R$ 111 bilhões por ano, segundo cálculos oficiais, estão em discussão no Congresso. A expressão pauta-bomba refere-se a um projeto de lei ou a uma matéria do Legislativo que resulta na criação de gastos de altos valores. Em consequência, a proposta pressiona os cofres públicos ou diminui a arrecadação.
Na última terça-feira (30), Alcolumbre usou o plenário do Senado para relatar “ofensas e ataques” que vem sofrendo por causa das propostas que ele tem pautado no Senado.

De acordo com o advogado, parlamentares do Congresso “se contrapõem a milhões de brasileiros”. “A democracia brasileira é um processo em constante construção. O Brasil é um dos países mais injustos do mundo”.
Na entrevista ao 247, Folena também relacionou a ascensão de lideranças populares ao histórico de mobilização social. Para ele, o presidente Lula (PT) representa esse movimento. “O Lula surge exatamente no final dos anos 70 pela reorganização sindical no Brasil”, disse.
Segundo o analista, “a política brasileira institucional também é conduzida há décadas para que seja antidemocrática”. Folena defendeu a importância da participação política como caminho para transformação social. “A forma de nós transformarmos a sociedade é estarmos primeiro filiado a um partido”.
Intenções de votos

Ao menos 49,6% dos brasileiros aprovam o presidente Lula, e 47,7% desaprovam sua gestão, mostrou a pesquisa Futura/Apex, divulgada em 16 de junho. O estudo ouviu 2.000 pessoas entre os dias 8 e 12 de junho, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o protocolo BR-01461/2026.
A Atlas/Bloomberg também testou cenários de intenção de voto para a eleição presidencial. No primeiro turno, Lula aparece com 46,3%, seguido de Flávio Bolsonaro (PL), com 36,6%. Na sequência apareceram Renan Santos (Missão) com 7,8%, Ronaldo Caiado (PSD) com 2,9%, Romeu Zema (Novo) com 2% e Joaquim Barbosa (DC) com 1%.
Outros nomes somam menos de 1%, entre eles Aécio Neves (PSDB), Samara Martins (UP), Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Rui Costa Pimenta (PCO). Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) registram 0%. Brancos e nulos representaram 1,1%, e 0,1% dizem não saber.
Na simulação de segundo turno, o presidente Lula aparece com 48,8% contra 42,3% de Flávio Bolsonaro em simulação de segundo turno. Em outras simulações, o presidente também supera Caiado (48% a 39%), Zema (48,2% a 38,5%), Santos (49,2% a 28,9%), Michelle Bolsonaro (48,7% a 38,9%) e Jair Bolsonaro (48,6% a 43,1%), com variações de votos brancos e nulos entre os cenários.
O estudo ouviu 4.999 eleitores entre 26 e 30 de junho, com margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95%, registrado no TSE sob o protocolo BR-04582/2026.
No segundo turno, Lula venceria Flávio Bolsonaro por 48,8% a 42,3%. Também aparecem vantagens do petista sobre outros possíveis adversários, como Caiado, Zema, Renan Santos, Michelle Bolsonaro e Jair Bolsonaro em simulações distintas.
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