Flávio Bolsonaro ignora prejuízo a empresas brasileiras e diz que tarifaço dos EUA daria “vitória política” a Lula

Após articular medidas contra o Brasil junto ao governo Trump, senador apresentou documento pedindo a suspensão do tarifaço

Flávio Bolsonaro e Donald Trump
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247 –  O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, apresentou ao governo dos Estados Unidos um documento em que pede a suspensão da proposta de sobretaxar produtos brasileiros. O parlamentar sustenta que a medida acabaria fortalecendo politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), produzindo efeito contrário ao pretendido pelas autoridades americanas.

A manifestação foi protocolada junto ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), órgão responsável pela investigação comercial contra o Brasil. O documento, com 86 páginas, será complementado por uma defesa oral que Flávio pretende fazer em Washington, durante audiência pública prevista para a próxima segunda-feira, etapa anterior à decisão final sobre a adoção das tarifas.

Na conclusão do documento, o senador afirma que uma eventual sobretaxa beneficiaria politicamente o governo brasileiro, além de causar prejuízos econômicos tanto aos Estados Unidos quanto aos brasileiros que defendem uma relação mais próxima entre os dois países.

“Em outras palavras: as tarifas propostas dariam ao atual governo brasileiro exatamente a vitória política que ele vem buscando, ao mesmo tempo em que puniriam a economia americana e os próprios brasileiros que buscam uma relação mutuamente benéfica com os Estados Unidos”, afirmou Flávio no documento.

Ao longo da manifestação, o parlamentar argumenta que o governo Lula transformou o embate com os Estados Unidos em um ativo político interno. Segundo ele, novas tarifas reforçariam essa estratégia em vez de enfraquecer o Palácio do Planalto.

Para sustentar a tese, Flávio cita pesquisas de opinião e afirma que momentos de maior pressão tarifária coincidiram com fortalecimento eleitoral do presidente brasileiro.

“A provocação é explicada por uma estrutura de incentivos. Pesquisas de opinião no Brasil mostram que a posição eleitoral do governo se fortaleceu justamente nos períodos em que a pressão tarifária dos Estados Unidos foi mais intensa”, escreveu.

O senador também argumenta que as tarifas não atingiriam diretamente aqueles que, segundo ele, são alvo das críticas do governo americano — o governo Lula e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na avaliação apresentada ao USTR, o impacto recairia sobre exportadores brasileiros, importadores e consumidores americanos.

“Como o próprio presidente enquadrou a questão, o alvo é a conduta do governo e do Judiciário. Uma tarifa de 25% sobre praticamente toda a economia brasileira não atinge nenhum dos dois. Ela atinge exportadores, importadores americanos, consumidores dos Estados Unidos e a população brasileira que se opõe justamente às condutas em questão”, afirmou.

Flávio propõe negociação bilateral

Como alternativa ao tarifaço, Flávio Bolsonaro propõe que os Estados Unidos suspendam temporariamente a adoção das sobretaxas e iniciem um processo de negociação bilateral sobre os seis temas investigados pelo USTR: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, incluindo o Pix; tarifas preferenciais; combate à corrupção; propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal.

Segundo o senador, as tarifas só deveriam ser consideradas caso as negociações não produzam um acordo entre os dois países.

Outra sugestão apresentada no documento é que, caso Washington conclua que houve irregularidades por parte de autoridades brasileiras, adote sanções direcionadas, como restrições de visto e medidas individuais, em vez de sobretaxar produtos brasileiros. Na avaliação de Flávio, esse tipo de medida atingiria diretamente os responsáveis pelas condutas questionadas, sem impor custos à economia dos Estados Unidos ou aos brasileiros favoráveis ao estreitamento das relações bilaterais.

Viagem a Washington

Flávio Bolsonaro viajará aos Estados Unidos para participar da audiência pública promovida pelo USTR. O senador solicitou cinco minutos para discursar na condição de representante do Senado Federal e pré-candidato à Presidência da República.

No pedido de inscrição, ele informou que tratou do tema diretamente com Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, e com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Segundo o parlamentar, sua participação buscará defender uma “solução construtiva e negociada” para as questões levantadas na investigação comercial.

Flávio também pretende defender o Pix durante a audiência, sistema que integra os pontos questionados pelo governo americano.

A decisão do governo dos Estados Unidos sobre a eventual aplicação das tarifas deverá ser anunciada até o próximo dia 15 de julho. A investigação conduzida pelo USTR envolve temas como comércio digital, funcionamento do Pix, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, combate à corrupção e questões ambientais relacionadas ao desmatamento ilegal.

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Cortes 247

6 responses to “Flávio Bolsonaro ignora prejuízo a empresas brasileiras e diz que tarifaço dos EUA daria “vitória política” a Lula”

  1. TariFlavio, o vagabundo cara de pau. Cavou a própria cova.

  2. Têm a quem puxar.
    É um CALHORDA e ENERGÚMENO.

  3. Não se entendem. os irmãos cara de pau primeiro pedem tarifas, daí quando percebem que são taxados de traidores da pátria e caem nas pesquisas, pedem para os pedófilos assassinos do sindicato Epstein retirarem as tarifas, mas não pq se arrependeram por prejudicar a economia do país (mesmo pq se vencerem o pleito de 2026 vão doar todo patrimônio brasileiro aos ianques), e sim apenas por uma questão pessoal pelo fato que vão perder as eleições e mais 4 anos para espoliar a nação.

  4. Avatar de Paulo Cesar Nascimento Teixeira
    Paulo Cesar Nascimento Teixeira

    Este cara já deveria estar preso pelo que fez à nação brasileira, foi aos EUA sem autoridade para isso, já que é somente um “senador” do Brasil e não um Presidente do Brasil, e lá, articulo uma ação do governo americano contra o Brasil, achando que isso iria prejudicar o Presidente Lula, mas, o tiro saiu pela culatra e atingiu o pé dele. Agora o energúmeno pede via carta, que o plano deu errado ao Trump e Marco Rubio, e que eles devem retroceder para ele dai sair dizendo que foi ele quem tirou as tarifas contra o Brasil.
    Só que este jumento vagabundo, mal caráter, crápula, traidor da pátria e misógino, esqueceu que a merda que ele fez já vazou e que todos tem consciência de quem é ele, UM MAL CARÁTER.
    Só o gado imbecilizados que ainda o segue e acredita nele. Os demais brasileiros já tem está consciência que um suposto “governo” dele somente iria ter como consequência imediata, miséria, falta de soberania brasileira, roubo dos recursos naturais do Brasil com anuência dele e de sua corja e ainda anistia dos babacas que em 08/01/2023 arrebentaram com Brasília.
    Este cara deveria estar preso ou no mínimo respondendo pelos seus crimes, mas, está ai candidato a Presidente do Brasil depois de tudo revelado com à anuência do André Mendonça que o blinda, mas, acho que vão enquadrar o Mendonça logo. logo, e terá que decidir se vai continuar com está palhaçada de blindagem ou vai ser de fato um Ministro do STF que fez juramento de proteger à Constituição Brasileira e o Brasil.

  5. A matéria da folha toca um pontos muito mais importantes e que deveriam ser base dessa matéria, ele diz que vai “aliviar para empresas de cartões de credito” vai enfraquercer o mercosul, melhoras no PIX serão descontinuadas… ele vai entregar o país para os americanos, esse deveria ser o foco dessa matéria

  6. Inacreditável, o vagabundo, que junto com o irmão incentivou a adoção de tarifas, agora está preocupado não com o povo brasileiro mas com um eventual benefício a Lula. É um MERDA maiusculo mesmo, como a familicia inteira.

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