247 – Um grupo de mulheres conservadoras que atua na política estuda ingressar com uma ação na Justiça dos Estados Unidos contra pessoas que, segundo elas, integram um “gabinete do ódio” responsável por ataques em redes sociais. As integrantes afirmam que os autores das publicações são brasileiros ligados ao bolsonarismo. As informações são do blog da jornalista Ana Flor, no G1.
De acordo com a apuração, um dos nomes mencionados pelo grupo é o do influenciador Allan dos Santos, seguidor de Olavo de Carvalho e foragido da Justiça brasileira. A iniciativa ganhou força após uma série de ataques virtuais que também motivaram a divulgação, na semana passada, de um vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Na gravação, ela faz críticas ao enteado, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de relatar ofensas recebidas nas redes sociais. Michelle afirmou que um “grupo de maledicência coordenada a partir de quem está no exterior continua agindo e me atacando todos os dias. Alguns deles até continuam aparecendo em fotos com o Flávio”.
Advogado nos EUA já foi procurado
Duas integrantes de partidos de direita confirmaram que um advogado nos Estados Unidos já foi procurado para avaliar as medidas judiciais cabíveis. O grupo reuniu publicações em diferentes plataformas digitais que contêm ataques dirigidos a mulheres que atuam na política ou se manifestam publicamente sobre temas sociais.
Na avaliação delas, os conteúdos podem caracterizar calúnia, difamação e injúria, condutas que também podem ser enquadradas como crimes pela legislação estadunidense.
Michelle, Damares e Celina Leão estão entre os alvos
Além de Michelle Bolsonaro, o grupo aponta como alvos frequentes das publicações a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão. Também está sendo avaliada a inclusão de ataques dirigidos a mulheres de esquerda, desde que tenham partido dos mesmos perfis localizados fora do Brasil.
O assunto chegou à direção do Partido Liberal. De acordo com a apuração, as reclamações foram levadas ao presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, e ao senador Flávio Bolsonaro.
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