247 – A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (2), no Rio de Janeiro, a segunda fase da Operação Quadro Negro, que mira uma empresa suspeita de atuar em um esquema de desvio de recursos da Universidade Federal Fluminense (UFF). Segundo a fonte original da notícia, a investigação apura corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e prejuízo estimado em R$ 9,6 milhões aos cofres públicos.
De acordo com a Polícia Federal, agentes lotados na Delegacia de Polícia Federal em Niterói cumpriram um mandado de busca e apreensão no município do Rio de Janeiro. A 2ª Vara Federal de Niterói expediu a ordem judicial. Durante a diligência, os policiais recolheram documentos e um disco rígido, material que deve ajudar a rastrear a movimentação financeira e a participação da empresa investigada.
A nova etapa da operação busca identificar a pessoa jurídica que teria assumido a função de intermediária no esquema após o fim dos repasses feitos por outra empresa já mapeada pelos investigadores. A PF afirma que essa estrutura teria permitido a continuidade das operações ilícitas do grupo até 2018, com indícios de que as práticas avançaram também em 2019.
As investigações apontam que servidores públicos teriam atuado em conjunto com sócios e dirigentes de empresas contratadas pela UFF. Segundo a apuração, o grupo autorizava pagamentos acima dos valores devidos e recebia propina por meio de empresas usadas para ocultar a origem e o destino dos recursos.
A Polícia Federal investiga a participação de pessoas jurídicas interpostas, mecanismo que teria servido para repassar vantagens indevidas e dificultar a identificação dos beneficiários finais. O foco da segunda fase está na empresa que, segundo os investigadores, passou a ocupar papel relevante na engrenagem financeira depois da interrupção dos pagamentos feitos pela primeira companhia identificada.
A Operação Quadro Negro apura suspeitas de irregularidades em contratos e pagamentos ligados à Universidade Federal Fluminense. O caso envolve verbas públicas federais e tem como linha central a atuação de agentes internos e empresários em um suposto esquema de favorecimento, superfaturamento e distribuição de propina.
Os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Essas condutas aparecem previstas no Código Penal, na Lei nº 9.613/1998, que trata de lavagem de dinheiro, e na Lei nº 12.850/2013, que disciplina o crime de organização criminosa.
Com a apreensão de documentos e do HD, a PF deve aprofundar a análise sobre contratos, repasses e eventuais vínculos entre empresas contratadas, servidores e possíveis operadores financeiros. A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Federal em Niterói e da Justiça Federal.
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