Brasil enviará embaixador ao funeral de Ali Khamenei no Irã

País se soma a parceiros do BRICS, como Rússia, Índia e China, que também confirmaram presença nas cerimônias

Um manifestante com um cartaz sobre a cabeça exibindo a imagem de Ali Khamenei, participa de uma manifestação com apoiadores houthis em solidariedade ao Irã e ao Líbano
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247 – O Brasil será representado por seu embaixador em Teerã, André Veras Guimarães, no funeral de Estado do aiatolá Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro de 2026 durante um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

A informação foi confirmada pelo Itamaraty à RT Brasil nesta quinta-feira (2). Segundo a reportagem, o governo brasileiro ainda não detalhou se o embaixador participará de todas as etapas das cerimônias fúnebres ou apenas de parte da programação.

Os velórios ocorrerão na Grande Mesquita de Teerã na sexta-feira (4) e no sábado (5). Depois das cerimônias em Teerã e Qom, o sepultamento está previsto para quarta-feira (9), no santuário do Imã Reza, na cidade sagrada de Mashad.

Brasil se soma a países do BRICS

A presença brasileira no funeral ocorre em meio à mobilização de diversos países do BRICS, grupo do qual o Irã também faz parte. Além do Brasil, Rússia, Índia e China confirmaram representação oficial nas cerimônias.

A China enviará He Wei, vice-presidente da Comissão Permanente da Assembleia Popular Nacional. A Índia será representada pelo governador do estado de Bihar, Syed Ata Hasnain, e pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Pabitra Margherita.

A Rússia também terá presença de alto nível. O Kremlin confirmou que Dmitry Medvedev, ex-presidente russo e atual vice-presidente do Conselho de Segurança do país, participará da cerimônia.

Liderança de mais de três décadas no Irã

Ali Khamenei permaneceu à frente do Irã por mais de três décadas. De acordo com autoridades iranianas citadas pela RT, representantes e líderes religiosos de mais de 90 países manifestaram disposição para participar das cerimônias fúnebres.

O funeral de Estado deve reunir delegações estrangeiras, autoridades iranianas e lideranças religiosas em uma sequência de atos oficiais entre Teerã, Qom e Mashad, em um momento de forte tensão geopolítica no Oriente Médio.

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