247 – A Fifa virou alvo de uma ação judicial nos Estados Unidos que cobra US$ 1 bilhão, cerca de R$ 5,2 bilhões, em indenização pela eliminação do Irã na Copa do Mundo de 2026. O processo acusa a entidade de discriminação após a anulação, pelo VAR, de um gol iraniano contra o Egito que poderia ter garantido a classificação da seleção à segunda fase.
A ação foi apresentada à Corte Federal de Boston por Lotfollah Kaveh Afrasiabi, analista iraniano-americano de 68 anos, em nome de 91 milhões de iranianos. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, também é citado no processo.
O principal ponto da acusação é a decisão que invalidou o gol de Shojae Khalilzadeh nos acréscimos da partida contra o Egito. O lance foi revisado pelo VAR e anulado por impedimento. Caso o gol fosse confirmado, o Irã venceria o jogo e avançaria no Mundial.
A seleção iraniana deixou a Copa de forma incomum: invicta, mas eliminada após três empates. A decisão de arbitragem se tornou o centro da disputa judicial, com Afrasiabi alegando que houve “discriminação flagrante” contra a equipe.
No processo, o autor afirma que torcedores iranianos e iraniano-americanos sofreram danos emocionais por causa da eliminação. A ação diz: “Cidadãos iranianos ou iraniano-americanos que torciam para a seleção iraniana de futebol sofreram danos emocionais devido à discriminação flagrante contra seu time do coração”.
Além da polêmica envolvendo o VAR, a ação aponta problemas enfrentados pela delegação do Irã durante a competição nos Estados Unidos. O documento cita restrições de viagem, impossibilidade de pernoite no país no início do torneio, transferência da base de treinos para o México e negativa de vistos americanos a 11 integrantes da delegação.
Afrasiabi sustenta que a Fifa deveria ter agido para garantir condições iguais de preparação ao Irã durante a Copa. Para ele, os obstáculos impostos à seleção, somados à anulação do gol, representaram um tratamento desigual e ofensivo a milhões de iranianos.
O autor da ação é ex-professor da Universidade de Harvard e já atuou como conselheiro oficial da equipe de negociação nuclear do Irã durante o governo de Barack Obama. No processo, ele afirma que há evidências de que a eliminação iraniana foi resultado de uma decisão arbitral injusta.
Afrasiabi também declarou que pretende destinar parte de uma eventual indenização a programas esportivos para jovens no Irã. A Fifa não havia se manifestado sobre o caso até a divulgação da ação.
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