PF já investigava suspeito de ligação com PCC antes de sanções dos EUA

Mandados contra Victor Shimada já haviam sido autorizados em junho. Operação foi antecipada após medida do governo norte-americano contra suspeitos

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247 – A Polícia Federal antecipou a deflagração da Operação Exchange depois que o governo dos Estados Unidos anunciou sanções contra Victor Henrique de Oliveira Shimada, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira e empresas ligadas ao empresário. Os mandados de prisão e de busca contra os dois já haviam sido autorizados pela Justiça desde junho, no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado mais de R$ 10 bilhões, segundo Míriam Leitão, no jornal O Globo.

A PF já realizava diligências para localizar Shimada, que estava em paradeiro desconhecido. Por esse motivo, a operação ainda não havia sido deflagrada. A decisão norte-americana de sancionar os investigados e três empresas ligadas a Shimada, sob a alegação de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao PCC, surpreendeu os investigadores brasileiros e acabou acelerando a ação policial.

A Operação Exchange foi deflagrada nesta sexta-feira (3) e já resultou na prisão de sete pessoas, entre elas Stella Stefanie. Victor Shimada segue foragido. Ao todo, mais de 50 policiais federais cumprem 13 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão temporária em endereços nas cidades de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba, no estado de São Paulo.

As ordens judiciais foram expedidas pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo. A Justiça também determinou o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o limite de R$ 10,4 bilhões, valor próximo ao montante identificado pela PF em uma análise preliminar das movimentações financeiras atribuídas ao grupo.

Segundo a investigação, os suspeitos teriam estruturado um sistema para movimentar recursos por diferentes meios, incluindo transferências ilícitas de criptoativos, transporte de valores em espécie, operações bancárias de grande volume, repasses entre pessoas físicas e jurídicas e outras transações financeiras. Os investigados podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros crimes que venham a ser identificados no decorrer da apuração.

A antecipação da operação, provocada pelas sanções dos Estados Unidos, gerou críticas sobre a falta de coordenação entre autoridades dos dois países. Para o promotor Lincoln Gakiya, referência no combate ao crime organizado, o episódio mostra falhas de cooperação entre os órgãos responsáveis pelas investigações. “Houve uma falta de coordenação do FBI com a Polícia Federal. Poderiam ter, por exemplo, trocado informações e o FBI aguardado a divulgação das sanções ou avisado antes de fazê-lo para que a Polícia Federal pudesse antecipar a operação que já organizava aqui. E refirmo que apesar de existir numerosos crimes relacionados à Shimada, ainda não há nenhum indicativo de que ele seja integrante ou que tenha de alguma maneira auxiliado o PCC”, afirmou o promotor.

As sanções impostas pelos Estados Unidos tiveram como alvo Shimada, Stella e três empresas associadas ao empresário. O governo norte-americano afirmou que os sancionados integrariam uma rede de lavagem de dinheiro vinculada ao PCC.

A Operação Exchange aprofunda a investigação sobre uma engrenagem financeira suspeita de movimentar recursos bilionários por meio de empresas, contas bancárias, criptoativos e operações de alto valor. A PF afirma que novas condutas criminosas poderão ser identificadas à medida que o material apreendido for analisado.

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Cortes 247

2 responses to “PF já investigava suspeito de ligação com PCC antes de sanções dos EUA”

  1. Governo dos EUA manda na PF, assim como o Mossad.

  2. O problema é que: “A PF já investigava….” Pô, passa um século investigando e quando pega ou quando pega, é tão mal executado que o cidadão é solto em questão de alguns dias.
    Não querem ser criticados, sejam imparciais e executem suas tarefas com profissionalismo e responsabilidade, e respeito ao contribuinte.

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