247 – A Câmara Municipal do Rio de Janeiro receberá nesta sexta-feira (8), às 18h, uma sessão solene organizada pela vereadora Maíra do MST (PT) para reconhecer 53 personalidades e instituições ligadas à reforma agrária, à segurança alimentar e à agroecologia. O evento também entregará quatro medalhas a lideranças e nomes que atuam em defesa da soberania alimentar e da justiça social.
As informações foram divulgadas pela assessoria da parlamentar. A cerimônia ocorrerá no plenário da Câmara e reunirá representantes de movimentos sociais, instituições de ensino e pesquisa, coletivos populares e redes voltadas à segurança alimentar, nutricional e agroecológica.
A sessão recebeu o nome de “Compromisso com a Reforma Agrária, a Segurança Alimentar e a Agroecologia” e integra a programação do Abril Vermelho, calendário tradicional de mobilizações ligadas à luta pela terra no Brasil.
Entre os homenageados está o economista João Pedro Stédile, fundador e integrante da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Ele receberá a Medalha São Francisco de Assis pelo trabalho desenvolvido em defesa da reforma agrária.
A deputada estadual Marina do MST será agraciada com a Medalha Chiquinha Gonzaga. Já a chef de cozinha Kátia Barbosa receberá a Medalha Pedro Ernesto, mesma honraria concedida a Matheus Silva, filho de Cícero Guedes, em homenagem póstuma ao dirigente do MST assassinado em 2013.
A vereadora Maíra do MST destacou que a iniciativa busca reconhecer pessoas e organizações comprometidas com a distribuição de terras e com políticas de combate à fome.
“Queremos valorizar o trabalho de pessoas e instituições que desempenham um papel importante na luta pela redistribuição da terra, pela garantia do direito humano à alimentação adequada e pela promoção de sistemas agroecológicos sustentáveis. Este é o reconhecimento do nosso mandato popular a todos os parceiros que tem compromisso com a soberania alimentar e com a justiça social”, afirmou a parlamentar.
Cícero Guedes atuou como uma das principais lideranças do MST no estado do Rio de Janeiro. Ele viveu em assentamento em Campos dos Goytacazes e ganhou reconhecimento regional pela produção de alimentos baseada em práticas agroecológicas.
O dirigente morreu em 2013 após ser assassinado no município do Norte Fluminense. Seu trabalho permaneceu como referência entre agricultores familiares e movimentos populares ligados à agroecologia.
A expectativa dos organizadores aponta para a presença de aproximadamente 200 pessoas na solenidade desta sexta-feira, que reunirá representantes de diferentes setores ligados à produção sustentável de alimentos e à luta pela reforma agrária no país.
❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp.
Apoie o jornalismo independente do 247:







Participe da discussão