Opinião

Joesley confirmou o que eu escrevi há 17 dias

Joesley confirmou ontem à “Época” o que eu disse há 17 dias com uma agravante: além de dizer que Temer é, literalmente, o chefe da organização criminosa da qual o próprio Joesley participou, essa é, segundo ele “a maior e mais perigosa organização criminosa do país”. Embora eu seja “cabeça branca” fecho com os “cabeças pretas”…

Joesley confirmou ontem à “Época” o que eu disse há 17 dias com uma agravante: além de dizer que Temer é, literalmente, o chefe da organização criminosa da qual o próprio Joesley participou, essa é, segundo ele “a maior e mais perigosa organização criminosa do país”. Embora eu seja “cabeça branca” fecho com os “cabeças pretas” do PSDB que defendem a devolução dos ministérios, mas entendo que eles devem romper com o governo também nas votações do Congresso, aliar-se à oposição. Quanto mais tempo permanecem ao lado de um presidente da República acusado de ser o chefe da maior e mais perigosa quadrilha do país, mais se aproximam da condição de cúmplices; leia o artigo de Alex Solnik
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No dia 1º. de junho eu escrevi neste espaço exatamente o seguinte: “Todo mundo se pergunta porque Joesley Batista ganhou tantos privilégios em razão de sua delação premiada: não vai ficar na cadeia nem um dia, não vai usar tornozeleira eletrônica, pegou uma multa irrisória na pessoa física (200 milhões) e tem permissão para morar no exterior por quanto tempo quiser, em meio ao luxo e à riqueza. Há duas hipóteses possíveis para dirimir essa dúvida: ou ele subornou o chefe do MPF, Rodrigo Janot, comprando-o por uma grana maior ainda do que a que ofereceu ao homem da mala de Temer, Rocha Loures, ou a sua delação foi “a delação das delações”: o que ele revelou ninguém tinha revelado até então, nem mesmo a Odebrecht com seus 77 delatores. O primeiro grande serviço que Joesley prestou ao MPF foi mostrar que a organização criminosa da qual fazia parte continuava em atividade em plena Operação Lava Jato, como provam gravações e o vídeo em que Rocha Loures carrega a mala de Temer, em março deste ano. O segundo: a organização criminosa funcionava dentro do Palácio do Planalto. O terceiro: o chefe da organização criminosa seria o próprio presidente da República”.

Joesley confirmou ontem à “Época” o que eu disse há 17 dias com uma agravante: além de dizer que Temer é, literalmente, o chefe da organização criminosa da qual o próprio Joesley participou, essa é, segundo ele “a maior e mais perigosa organização criminosa do país”.

Ele detalhou que “Geddel era o mensageiro” entre ele e Temer e era quem cobrava a cada 15 dias de Joesley se ele estava pagando pelo silêncio de Cunha.

As declarações de Joesley estão, é evidente na sua delação premiada – ele não diria à revista algo que não tenha dito ao MPF – mas não tinham sido divulgadas ainda.   

Dá impressão que tanto Geddel quanto Fernando Henrique sabiam que essa entrevista sairia.

O primeiro entregou há alguns dias, sem mais nem menos seu passaporte à Polícia Federal; o segundo publicou uma nota conclamando Temer a convocar eleições gerais e os tucanos a abandonarem o navio pirata.

Embora eu seja “cabeça branca” fecho com os “cabeças pretas” do PSDB que defendem a devolução dos ministérios, mas entendo que eles devem romper com o governo também nas votações do Congresso, aliar-se à oposição.

Os “cabeças pretas” se convenceram e tentam convencer seus pares de que podem salvar Aécio se salvarem Temer, mas estão errados.

Quanto mais tempo permanecem ao lado de um presidente da República acusado de ser o chefe da maior e mais perigosa quadrilha do país, mais se aproximam da condição de cúmplices.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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