Opinião

Bolsonaro é que tem que ser impugnado

“Bolsonaro é o candidato que mais conspira contra a democracia brasileira, erguida em cima dos pilares de uma constituição onde se enfatizam os direitos humanos, direitos esses que o candidato da extrema-direita despreza”, avalia o jornalista e colunista do 247 Alex Solnik

Brasília - Conselho de Ética rejeita processo contra o deputado Jair Bolsonaro por citar Brilhante Ustra (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
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Um dos sinais de que estamos vivendo num sanatório geral, como previu Chico Buarque é o debate acerca de impugnações de candidaturas.

Acho um escândalo o ministro Luiz Fux a toda hora inventar teorias para impedir o registro de Lula, que não representa nenhum perigo para o país nem para a democracia, ao contrário, é o que reúne as melhores condições para tirar o país do fundo do poço, onde se encontra e não se importar com a candidaturas Bolsonaro que é quem de fato ameaça o futuro do país.

Ele não tem a menor condição de conduzir os brasileiros através do deserto até a terra do leite e do mel, do ponto de vista da prosperidade e todas as ideias que expôs até agora vão levar ao agravamento da situação já caótica do Brasil no que diz respeito à violência.

Bolsonaro é o candidato que mais conspira contra a democracia brasileira, erguida em cima dos pilares de uma constituição onde se enfatizam os direitos humanos, direitos esses que o candidato da extrema-direita despreza.

Ele tem que ser impugnado porque além de não ter apresentado uma proposta sequer até agora – tal como fez na Câmara dos Deputados – somente desfilou seu sorrisinho sádico disseminando o ódio e a violência.

A democracia não pode aceitar um candidato que tem tudo para destruí-la. Alguém que foi expulso do Exército por urdir planos de explodir quartéis, alguém que ofende deputadas com palavras de baixo calão, alguém que despreza e humilha os mais fracos e oprimidos, alguém que usa como gesto de campanha metralhar pessoas, alguém que incitou a matar um presidente da República e declarou que era necessário matar “uns 30 mil brasileiros”.

O próximo presidente ou presidenta tem que ser uma pessoa de diálogo, um Nelson Mandela e não um Trump porque a primeira coisa de que o país precisa é de pacificação e não de mais turbulência.

O mal tem que ser cortado pela raiz.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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