Opinião

“Lula é o caminho, Moro é o pedágio”

Sérgio Moro abriu mão esta semana de julgar políticos tucanos e empresas de pedágio envolvidos em mais um escândalo bilionário de propinas. Antes, porém, anulou depoimentos que poderiam comprometer o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) e concessionárias de outras praças (estados)

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O juiz Sérgio Moro abriu mão esta semana de julgar políticos tucanos e empresas de pedágio envolvidos em mais um escândalo bilionário de propinas. Antes, porém, anulou depoimentos que poderiam comprometer o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) e concessionárias de outras praças (estados).

O magistrado da lava jato nunca antes tinha refugado numa ação penal. Pela primeira vez na história ele se declarou incompetente alegando que estava sobrecarregado de trabalho (embora todos nós saibamos que o juiz gosta de passear bastante pelo exterior).

Moro afrouxa para seus camaradas tucanos, mas persegue com obsessão o ex-presidente Lula e aqueles que advogam o nacionalismo, que defendem a soberania nacional e o patrimônio público como indispensáveis para um projeto de desenvolvimento estratégico.

A roubalheira no pedágio tem potencial de varrer do mapa o PSDB em todo o Brasil. Trata-se do maior roubo continuado (por 20 anos) da história da República.

“Lula é o caminho, Moro é o pedágio”, repetem os petistas ao analisar que essa refugada deixou cristalino para os brasileiros que o juiz da lava jato tem lado: dos tucanos e do pedágio.

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Cortes 247

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