Por Aquiles Lins, do Jornalistas pela Democracia – O Brasil é o maior fornecedor no mundo de proteína halal, que é feita seguindo os preceitos das leis islâmicas. Só de frango, foram exportadas pelo Brasil 1,63 milhão de toneladas em 2017. De carne bovina, foram 258 mil toneladas. Um negócio de quase US$ 4 bilhões em exportações para o Brasil.
O mercado halal é uma potência de mercado global, um horizonte de 1,8 bilhão de muçulmanos consumidores, em sua maioria com alto poder aquisitivo e dispostos a pagar. Segundo o Cdial Halal, uma das entidades que certificam os produtos halal brasileiros, o Brasil produz apenas 33% de sua capacidade de atender à demanda dos países islâmicos.
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A decisão de Jair Bolsonaro de se alinhar ideologicamente a Israel no Oriente Médio, para quem o Brasil exportou US$ 321 milhões em 2018, enquanto aos países árabes foram US$ 11 bilhões, põe em risco o grandioso mercado halal, que vem sendo construído há anos e que teve um grande avanço nos governos Lula e Dilma. Muitos políticos, muitos empresários, exportadores apoiaram Jair Bolsonaro em nome do agronegócio e agora observam o desastre que já havia sido anunciado. A abertura de um escritório
Depois brigar com a China, nosso maior parceiro comercial, Bolsonaro agora briga com os países árabes, parceiros de um potencial gigantesco. Não há no PIB brasileiro ninguém que irá se insurgir contra esta destruição das cadeias econômicas do País? Vão todos ficar assistindo?
Estamos nos afastando da Ásia, para onde o mundo está se voltando, para nos acorrentar como colônia a um império em decadência que é o dos Estados Unidos. Enquanto isso, o maior líder do Brasil, que defendeu e defende a soberania do País, os interesses dos brasileiros, dos pobres e ricos, está preso sem provas para não poder disputar as eleições e atrapalhar o projeto de recolonização do Brasil.
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