O presidente Bolsonaro e a sua base de apoio militante optaram por um teste de forças. A convocação das manifestações para o dia 15 de março pelo próprio presidente é um sinal claro de que o governo é o principal organizador e inspirador da intentona golpista contra o que resta de democracia institucional no país.
O “Foda-se” Congresso Nacional, STF e os políticos (que ‘atrapalham’ o presidente) é uma manifestação aberta por um regime de força, autoritário e antidemocrático. Um complô antidemocrático aberto, sem tirar nem pôr.
A escalada autoritária do bolsonarismo visa remover os entraves institucionais ainda existentes para esmagar a oposição parlamentar e social, com o objetivo de acelerar o ritmo da aplicação do modelo econômico de espoliação desenfreada das riquezas nacionais e do povo brasileiro.
A provocação golpista de Bolsonaro é gravíssima e exige uma pronta resposta da esquerda e do conjunto das forças democráticas da sociedade. É a hora de convocar uma resistência ativa nas ruas para barrar o tour de force da extrema-direita no governo. Uma grande vigília nacional em defesa das liberdades democráticas, mobilizando as entidades da sociedade civil, os movimentos sociais e, sobretudo, a população trabalhadora.
A reunião de emergência convocada pelos partidos de oposição precisa estimular e contribuir para a construção de agenda de resistência popular.
Não há atalhos e não há uma varinha mágica para derrotar o governo Bolsonaro e seus impulsos autoritários. Em particular para o PT e as forças de esquerda, resta o árduo caminho da resistência ativa e de massas, sustentada a partir das bases sociais dos trabalhadores e do povo mais pobre, os mais afetados pela política genocida de exclusão social.
Nos próximos dias, se avizinham duros e intensos combates em defesa do Brasil e da democracia para barrar o golpismo de viés bonapartista de Bolsonaro e do baronato neoliberal.
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